
O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou nesta quarta-feira (21) que pretende promover uma ampla reorganização da estrutura administrativa do Estado, com foco na redução de despesas, diminuição de cargos e maior eficiência dos serviços públicos. A iniciativa integra o planejamento para o novo mandato, que terá início em janeiro de 2027.
Durante entrevista à imprensa, Pivetta afirmou que a reforma poderá incluir a extinção ou fusão de secretarias estaduais, mas ressaltou que a prioridade não será simplesmente reduzir o número de pastas, e sim diminuir efetivamente os custos de funcionamento da administração pública.
Segundo o governador, a manutenção do atual número de secretarias não está descartada, desde que sejam realizadas mudanças internas capazes de reduzir a burocracia, integrar equipes e aproveitar melhor os servidores efetivos.
Pivetta criticou reformas administrativas que promovem alterações apenas na estrutura formal dos órgãos públicos, sem produzir economia real para os cofres estaduais. Para ele, a redução de secretarias, isoladamente, não representa necessariamente uma diminuição dos gastos quando os cargos e as despesas permanecem inalterados.
O governador defendeu uma estrutura administrativa mais enxuta, com menor quantidade de cargos e maior participação dos servidores de carreira nas atividades do Executivo estadual.
A elaboração do plano está sob responsabilidade de um grupo formado por aproximadamente dez técnicos de carreira, que conta com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União Brasil).
A equipe realiza um levantamento da estrutura do governo para identificar possibilidades de redução de despesas, modernização dos sistemas administrativos, simplificação de procedimentos e melhor distribuição das atribuições entre os órgãos estaduais.
A expectativa é de que o diagnóstico e as propostas de reestruturação sejam apresentados ao governador até o final da próxima semana, quando poderão ser definidas as medidas que integrarão a reforma administrativa.
Ao justificar a iniciativa, Pivetta afirmou que o tamanho da estrutura governamental precisa ser compatível com a capacidade financeira da população que sustenta os serviços públicos por meio do pagamento de tributos.
“Nós temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador. E nós faremos isso”, declarou o governador. A proposta também está relacionada ao compromisso de reorganização administrativa apresentado por Pivetta durante a campanha eleitoral, quando defendeu a necessidade de tornar o Estado menos burocrático e mais eficiente na aplicação dos recursos públicos.
Além da revisão da estrutura das secretarias, o governo estuda medidas para simplificar os processos internos e ampliar a utilização de ferramentas tecnológicas, buscando reduzir custos operacionais e melhorar o funcionamento dos serviços oferecidos à população.
A reforma deverá considerar ainda o aproveitamento dos quadros técnicos existentes, evitando a manutenção de estruturas administrativas consideradas desnecessárias ou sobrepostas.
Apesar das diretrizes anunciadas, o governador ainda não informou quantos cargos poderão ser extintos, quais secretarias poderão passar por mudanças ou qual será a economia estimada com a reorganização. A definição dependerá da conclusão dos estudos técnicos e da avaliação das alternativas apresentadas pela equipe responsável pelo planejamento.
Reeleito no primeiro turno das eleições de outubro, Otaviano Pivetta prepara as mudanças administrativas para o período de 2027 a 2030, tendo como uma das principais diretrizes a redução do custo da máquina pública e a busca por maior eficiência na gestão estadual.
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