
Pouco antes de ser encontrada morta ao lado do filho de apenas quatro meses, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, conseguiu entrar em contato com a mãe e pedir ajuda. A jovem relatou que estava em perigo e alertou sobre o marido: “Ele vai me matar”.
Taymilla e o filho, Emanuel Reis Gonçalves, foram mortos nesta quinta-feira (17), em uma propriedade rural localizada na região de divisa entre Luciara e Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso.
O marido de Taymilla e pai da criança, Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, foi preso e é apontado pela polícia como suspeito das mortes.
Segundo informações repassadas pelo delegado Daniel Moura, após receber o pedido de ajuda da filha, a mãe de Taymilla mobilizou a família.
O irmão da jovem, de 18 anos, pegou uma motocicleta e seguiu até a propriedade para tentar resgatar a irmã e o sobrinho.
De acordo com as informações preliminares da investigação, ao chegar ao local, ele teria encontrado Taymilla sendo agredida e presenciado parte do ataque. O suspeito também teria ameaçado o jovem de morte.
O rapaz conseguiu deixar a propriedade e seguiu até Porto Alegre do Norte para pedir ajuda às forças de segurança.
Equipes das polícias Militar e Civil foram mobilizadas, mas, quando chegaram à propriedade, Taymilla e o bebê já estavam mortos.
As informações preliminares apontam que as duas vítimas apresentavam ferimentos provocados por arma branca. A perícia foi acionada e os exames deverão ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Outra linha da apuração aponta que Taymilla teria tentado fugir levando o filho nos braços e teria sido alcançada durante a tentativa de escapar.
Após encontrarem as vítimas, policiais iniciaram buscas na região. Jailton foi localizado em uma residência dentro da propriedade rural e recebeu voz de prisão.
A Polícia Civil investiga agora a motivação, a sequência das agressões e todas as circunstâncias envolvendo as mortes.
As informações divulgadas até o momento são preliminares, e a dinâmica completa ainda depende dos depoimentos, do interrogatório do suspeito e dos resultados dos exames periciais.
O caso ficará sob investigação da Polícia Civil responsável pela região.
Mulheres vítimas de violência ou pessoas que tenham conhecimento de agressões e ameaças podem procurar ajuda. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo 180.
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