
O deputado federal eleito por Mato Grosso, Thiago Boava (PL), conhecido como Hey Roy, defendeu que os parlamentares eleitos pela direita mantenham seus posicionamentos políticos e exerçam uma oposição responsável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de 2027.
Em entrevista ao RepórterMT, Boava afirmou que o resultado das eleições presidenciais deve ser respeitado e que os questionamentos sobre a legitimidade do processo eleitoral precisam dar lugar ao trabalho parlamentar.
Segundo o deputado eleito, a vitória de Lula no segundo turno representa uma decisão dos eleitores, cabendo aos representantes da oposição fiscalizar o governo e cobrar medidas que considerem necessárias para o país.
Boava também ressaltou que fazer oposição não significa desejar o fracasso do Brasil.
"Nós estamos dentro do barco, não queremos que o barco afunde. Somos brasileiros. Agora é cobrar de quem foi eleito, ter coerência e trabalhar pelo Brasil", declarou.
Cobrança aos parlamentares da direita
O deputado eleito também cobrou coerência dos políticos que conquistaram mandatos defendendo pautas conservadoras. Para ele, os compromissos apresentados durante a campanha devem ser mantidos nas decisões e votações do Congresso Nacional.
Boava manifestou preocupação com possíveis negociações políticas envolvendo partidos de centro e a distribuição de ministérios no próximo governo Lula.
Na avaliação do parlamentar, os eleitores devem acompanhar a atuação dos representantes eleitos e cobrar explicações caso haja mudanças nos posicionamentos defendidos durante a campanha.
PL terá 121 deputados federais em 2027
O Partido Liberal chegará à próxima legislatura com 121 deputados federais, ampliando sua bancada na Câmara dos Deputados, que atualmente conta com 98 representantes.
No Senado, a legenda elegeu 19 parlamentares nas eleições de outubro e terá 28 cadeiras a partir de 2027, considerando os senadores que permanecem no mandato.
Boava também mencionou a possibilidade de o PL participar das articulações para ocupar cargos de comando na Câmara dos Deputados.
Segundo ele, as definições dependerão das negociações entre as legendas, especialmente com os partidos que integram o chamado Centrão.
O deputado federal eleito assumirá seu primeiro mandato em fevereiro de 2027, em um cenário de reorganização das forças políticas no Congresso Nacional após a eleição presidencial.
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