
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), de 79 anos, sinalizou que pode encerrar sua trajetória política após não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026.
Com 18.517 votos, Júlio ficou na primeira suplência e não garantiu uma das 24 cadeiras do Legislativo estadual. Após o resultado, o parlamentar afirmou que a idade é um dos fatores que pesam na decisão de deixar as disputas eleitorais.
“A própria idade recomenda. Já fui tudo, né? Já tinha pensado nisso”, declarou o deputado.
Júlio Campos revelou que a possibilidade de encerrar a carreira política já vinha sendo considerada antes mesmo das eleições deste ano. Segundo ele, inicialmente não pretendia disputar novamente um cargo eletivo.
A decisão de concorrer teria ocorrido após os desdobramentos da convenção partidária do União Brasil, quando o grupo político ligado aos irmãos Campos não conseguiu viabilizar a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.
Júlio afirmou que voltou à disputa para manter a presença política do grupo nas eleições.
A trajetória de Júlio Campos na vida pública começou na década de 1970. Ele foi prefeito de Várzea Grande entre 1973 e 1977 e, posteriormente, ocupou alguns dos principais cargos eletivos de Mato Grosso.
Ao longo da carreira, foi governador de Mato Grosso, deputado federal, deputado federal constituinte e senador da República.
Em 2010, voltou à Câmara dos Deputados e, nas eleições de 2022, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Agora, após mais de 50 anos de atuação política e a derrota nas eleições de 2026, Júlio admite que o atual mandato pode representar o encerramento de sua trajetória nas urnas.
Apesar da sinalização de aposentadoria, o parlamentar não confirmou de forma definitiva que deixará a política. Ao comentar o futuro, afirmou que “o futuro a Deus pertence”.
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