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Caso Zampieri: três réus são condenados e penas somam 68 anos e 9 meses de prisão

Julgamento durou mais de 38 horas e terminou na madrugada desta sexta-feira; Antônio Gomes, Hedilerson Barbosa e Etevaldo Caçadini foram condenados pelo assassinato do advogado

02/10/2026 às 08h07
Por: Redação H1MT
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Três réus são condenados a penas que somam 68 anos. – Foto: Josi Dias/TJMT
Três réus são condenados a penas que somam 68 anos. – Foto: Josi Dias/TJMT

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou os três réus julgados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, na capital mato-grossense. Somadas, as penas chegam a 68 anos e nove meses de prisão.

O julgamento começou na terça-feira (29) e foi encerrado por volta das 0h40 desta sexta-feira (2), depois de mais de 38 horas de trabalhos no plenário.

Foram condenados Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.

Veja as penas

Antônio Gomes da Silva, apontado como executor e que confessou ter matado Zampieri, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado pela acusação como intermediário na execução, recebeu a maior pena: 25 anos de prisão.

Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado pela acusação como responsável pelo financiamento do crime, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias.

Os três foram condenados por homicídio qualificado, com reconhecimento de qualificadoras relacionadas ao motivo torpe, ao recurso que dificultou a defesa da vítima e ao emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Na definição das penas, Antônio teve reconhecida a atenuante da confissão. No caso de Caçadini, também houve aplicação de atenuante relacionada à idade. Hedilerson recebeu pena de 25 anos sem reconhecimento de atenuante.

Zampieri foi morto dentro do próprio veículo

Roberto Zampieri foi assassinado em 5 de dezembro de 2023, quando deixava seu escritório de advocacia, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

O advogado estava dentro de uma Fiat Toro quando foi atingido por diversos disparos de arma de fogo.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Antônio foi apontado como o executor dos disparos, Hedilerson teria participado da logística e fornecimento da arma e Caçadini teria financiado a execução.

Investigação aponta outros envolvidos

O julgamento encerrado nesta sexta-feira não encerra todos os processos relacionados ao caso.

O casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo é apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato e responde em outro processo, juntamente com outros acusados. Eles não fizeram parte deste júri.

Segundo a acusação, o homicídio teria relação com uma disputa envolvendo uma propriedade rural. As responsabilidades dos demais réus ainda serão analisadas judicialmente nos respectivos processos.

Os três condenados neste julgamento ainda podem recorrer da decisão, por se tratar de sentença de primeiro grau.

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