
O primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso foi marcado por um forte embate entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), nesta terça-feira (1º), nos estúdios da TV Vila Real, em Cuiabá.
Durante o confronto direto, Pivetta subiu o tom contra o adversário e trouxe para o centro da discussão a influência política atribuída a Wellington Fagundes no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante diferentes governos federais.
O governador afirmou que Wellington teve influência no órgão durante as gestões dos ex-presidentes Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer e disparou ao lembrar do período do governo Jair Bolsonaro:
“E o Bolsonaro fez um favor ao Brasil expulsando o senhor do DNIT”, afirmou Pivetta durante o debate.
O confronto ocorreu após críticas de Wellington à administração e às realizações de Pivetta. Em resposta, o governador defendeu sua trajetória política e afirmou ter construído sua vida pública prestando serviços à população com dedicação.
Pivetta então direcionou o ataque ao histórico político do senador e questionou sua atuação e influência junto ao governo federal.
A declaração envolvendo Jair Bolsonaro chamou ainda mais atenção porque Wellington Fagundes disputa o Governo pelo PL, partido ligado ao ex-presidente e que busca concentrar parte significativa do eleitorado de direita em Mato Grosso.
O embate entre Pivetta e Wellington foi um dos momentos de maior tensão do debate e mostra que a disputa pelo Palácio Paiaguás deve ganhar temperatura nesta reta da campanha eleitoral.
Participaram do encontro os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos), Natasha Slhessarenko (PSD), Wellington Fagundes (PL), Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (Agir) e Mauricio Coelho (Mobiliza).
Com Pivetta e Wellington aparecendo entre os principais nomes da disputa pelo Governo, os confrontos diretos entre os dois candidatos tendem a ganhar cada vez mais espaço durante a campanha.
O primeiro debate já deixou uma sinalização clara: a disputa pelo comando do Palácio Paiaguás promete ser marcada por ataques, cobranças sobre o passado político dos candidatos e confrontos diretos até as urnas.
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