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‘Sou o candidato da resistência’, diz Dilemário ao afirma retorno à disputa da Mesa

Ao recolocar seu nome na mesa, Dilemário rebateu as análises de bastidores que enxergam sua candidatura como isolada. O vereador destacou que ele e Baixinha detêm o poder de equilibrar o jogo.

17/07/2026 às 12h55
Por: Redação H1MT
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Diante do vencimento do prazo acordado nos bastidores, o vereador Dilemário Alencar (União) anunciou oficialmente o fim de sua aliança temporária com a atual presidente, Paula Calil (PL), e confirmou o retorno de sua candidatura à presidência da Casa de Leis para o segundo biênio. Esse recuo marca o encerramento do pacto que havia sido firmado entre ele, a vereadora Baixinha Giraldelli (Rede) e os demais apoiadores de Paula.

Pelo acordo, a dupla daria sustentação à atual presidente, contanto que ela conseguisse viabilizar legalmente sua reeleição, o que dependia de uma mudança no regimento interno da Câmara, que acabou não se concretizando, mesmo com a tentativa de judicialização do caso. Assim, o compromisso foi desfeito, abrindo caminho para que ele reentrasse na disputa como terceira via entre Paula e Ilde Taques (Podemos).

“Havia um entendimento de que, até o dia 16, caso a atual presidente da Câmara conseguisse mudar o regimento com 18 votos para que ela possa se candidatar à reeleição, eu e a vereadora Baixinha a apoiaríamos. Então eu entendo que, como não tem como fazer essa votação, portanto eu recoloco a minha candidatura à presidência da Câmara Municipal de Cuiabá”, anunciou na quinta-feira (16).

Ao recolocar seu nome na mesa, Dilemário rebateu as análises de bastidores que enxergam sua candidatura como isolada. O vereador destacou que ele e Baixinha detêm o poder de equilibrar o jogo.

“Eu sou o candidato da resistência, eu sou o candidato que quer o bem da Câmara Municipal de Cuiabá, que quer dialogar. Eu sou o candidato que respeita todos os meus colegas vereadores. Se eu não tivesse travado esse jogo, já teria decidido. Eu, Dilemário, e Baixinha, nós travamos o jogo”, declarou.

Atualmente, contando com o seu voto e o de Baixinha, o vereador projeta uma articulação para atrair os 12 votos restantes necessários para alcançar a maioria simples de 14 parlamentares e vencer a disputa.

“Eu quero o voto dos 27, porque o meu já tem, tem o da Baixinha. Então eu vou pedir voto para os outros 25. Para ganhar a eleição, eu preciso de mais 12 votos. Então eu vou conversar, dialogar. E eu acho que, com base na minha experiência, sempre tratei bem todos os vereadores, fui um bom líder”, pontuou.

Preocupado com o clima de tensão que se instalou no Legislativo diante das disputas internas, Dilemário adotou uma postura pacifista ao apresentar sua candidatura. O parlamentar defendeu que o processo eleitoral da Mesa Diretora transcorra de maneira independente, sem interferências externas.

“Eu quero ser o presidente da paz. Veja, eu estou conversando isso com meus colegas, está criando um clima de animosidade aqui, que a gente tem que parar agora, dar um freio de arrumação nessa situação para não virar Cuiabá, o que virou lá na Várzea Grande. Eu também não quero desarmonia, eu quero um parlamento independente, um parlamento que ajude a cidade, porque vocês acham que aquela briga que tem na Várzea Grande está ajudando a Várzea Grande? Não está”, declarou sobre a Câmara vizinha.

Por fim, Dilemário fez um apelo aos demais parlamentares para que a eleição seja resolvida exclusivamente no voto, respeitando a soberania dos vereadores.

“Hoje eu falei na tribuna da Câmara: deixem os 27 vereadores decidirem a eleição. Não tem que ter interferência nem de A, nem de B, nem de C. Essa situação está desgastando a imagem da Câmara Municipal. Então, a minha conversa, o meu diálogo, vai ser, novamente, com os vereadores e vereadoras”, concluiu.

Com informações Gazeta Digital

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