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Estados Unidos impõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e governo anuncia reação

Nova taxação atinge milhares de mercadorias exportadas pelo Brasil; café, carne bovina, energia e peças de aeronaves ficaram entre as exceções

16/07/2026 às 07h39
Por: Redação H1MT
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Os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre grande parte dos produtos importados do Brasil, ampliando a tensão comercial entre os dois países. A medida foi divulgada pelo governo norte-americano na noite de quarta-feira, 15 de julho, e passa a atingir milhares de mercadorias brasileiras.

Entre os setores alcançados pela nova tributação estão açúcar, aço, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos, papel, vestuário e diferentes produtos industriais. Café, carne bovina, produtos energéticos, aeronaves e peças de aviões ficaram de fora da relação principal de itens taxados.

Governo brasileiro considera medida injustificada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão como injustificada e informou que o Brasil deverá utilizar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica.

O governo também pretende discutir o caso no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio. A estratégia brasileira será buscar uma saída diplomática, sem descartar medidas de resposta caso as negociações não avancem.

A aplicação das tarifas ocorre depois de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. O governo norte-americano acusa o Brasil de adotar práticas consideradas prejudiciais aos interesses de empresas dos Estados Unidos.

Entre os pontos questionados estão políticas relacionadas ao comércio digital, ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix, ao desmatamento ilegal e à suposta falta de abertura em alguns setores da economia.

O Brasil rejeita as acusações e sustenta que suas políticas comerciais e ambientais respeitam as normas internacionais.

Novas tarifas podem elevar pressão sobre exportadores

A taxação de 25% poderá reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. Com o imposto, as mercadorias passam a chegar mais caras aos importadores, o que pode provocar perda de contratos, redução das vendas e pressão sobre setores que dependem dos Estados Unidos.

As empresas mais expostas deverão avaliar a renegociação de contratos, a busca por outros mercados e possíveis ajustes na produção.

Embora produtos importantes tenham sido incluídos nas exceções, a medida afeta segmentos relevantes da indústria e do agronegócio. O alcance dependerá do detalhamento das tarifas e do tempo de permanência da nova política comercial.

Taxação adicional ainda pode ser aplicada

Além da tarifa anunciada, outra investigação conduzida pelos Estados Unidos deverá ser concluída no dia 24 de julho. O processo analisa possíveis relações de cadeias produtivas internacionais com trabalho forçado.

Caso o Brasil também seja atingido por essa segunda medida, alguns produtos poderão sofrer uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a carga total para até 37,5%.

Especialistas avaliam que a ofensiva comercial faz parte de uma estratégia do governo norte-americano para pressionar países a renegociarem acordos e condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos.

O governo brasileiro deverá intensificar o diálogo com empresários e representantes dos setores afetados para medir os impactos e definir medidas de proteção às exportações.

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