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Carga de madeira com cocaína líquida estava regular e PF investiga suposto envolvimento de transportadoras em esquema internacional

A Receita Federal investiga se as empresas transportadoras tinham ligação com o esquema ou se houve adulteração da carga após o carregamento. Oito caminhões foram apreendidos.

23/06/2026 às 07h48
Por: Redação H1MT Fonte: G1 MT
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Foto: Receita Federal
Foto: Receita Federal

A Receita Federal informou que a carga de madeira que escondia cocaína líquida apreendida neste domingo (21), em Cáceres (MT) e Corumbá (MS), estava regular nos registros de importação e exportação. Agora, a Polícia Federal investiga se as transportadoras tinham ligação com o esquema ou se houve adulteração após o carregamento.

Oito veículos foram abordados já dentro dos recintos alfandegados de Corumbá e Cáceres, após uma cooperação internacional entre autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia, com troca de informações de inteligência antes da entrada das cargas no Brasil. Não houve prisões.

Segundo a Receita, toda a carga havia sido declarada regularmente por meio do Portal do Comércio Exterior. As madeiras transportadas são das espécies aroeira e cedro, geralmente utilizadas para fabricação de móveis.

Segundo a Receita Federal, além da possível participação de empresas, será investigado o momento em que a substância ilícita foi inserida na carga, considerando que o transporte internacional pode envolver mais de uma transportadora até o destino final no país.

Colaboração entre Brasil, Bolívia e EUA

Uma rede de cooperação internacional entre Brasil, Estados Unidos e Bolívia foi decisiva para que autoridades identificassem o esquema de tráfico que usava cargas de madeira para esconder cocaína líquida. A troca de informações levou ao monitoramento de caminhões na fronteira e à apreensão dos veículos carregados.

A ação reuniu agentes da Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal e o Exército Brasileiro, com apoio das autoridades norte-americanas e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN). A Receita informou que essa pode ser a maior apreensão de cocaína da história do Brasil e a segunda maior já registrada no mundo.

A atuação conjunta, segundo o Governo Federal, foi possível porque a operação ocorreu em uma Área de Controle Integrado (ACI), os países compartilham procedimentos de fiscalização na fronteira e ambas têm autorização para atuarem.

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