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Pai acusado de matar filho de 2 anos alega amnésia durante audiência

Rairo Andrey Borges Lemos afirmou lembrar apenas da conversa com a ex-companheira antes da morte do filho Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos; MP sustenta que crime foi cometido como forma de vingança emocional.

19/06/2026 às 08h22
Por: Redação H1MT
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Rairo Andrey Borges Lemos, acusado de matar o próprio filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos de idade, alegou sofrer de amnésia e disse não se lembrar da morte da criança, durante interrogatório realizado em audiência de instrução e julgamento na quarta-feira (17), em Sorriso (MT). A morte do bebê ocorreu no dia 2 de janeiro deste ano.

Segundo o acusado, recorda-se apenas que no dia dos fatos, pela tarde, se encontrou com a mãe do bebê, sua ex-companheira e falou que queria reatar o relacionamento. Eles estavam separados há cerca de duas semanas.

No entanto, lembra que a mulher não quis retomar o namoro e que estava reconstruindo a vida afetiva. Perguntado sobre a morte do bebê, disse que não se lembrava de nada.

Durante o ato foram ouvidas a mãe da criança, a delegada de polícia responsável pelas investigações Laysa Crisóstomo, um investigador de polícia, uma vizinha de Rairo, e dois policiais militares que atuaram na ocorrência. Em depoimento a mãe do bebê chorou, fez um forte relato e emocionou os presentes.

Ao final da audiência, o advogado de Rairo fez novamente um pedido de revogação da prisão. O Ministério Público (MPMT) se manifestou contrário ao pedido, alegando que o acusado queria atingir emocionalmente a ex-companheira.

Para o MP, a vítima foi escolhida justamente por ser o filho, como forma de retaliação e punição emocional à mãe por não querer reatar o relacionamento.

A permanência da prisão, além da gravidade do crime, também teria intuito de resguardar a integridade psicológica da vítima indireta, a mãe, que permanece submetida aos efeitos do fato criminoso e à própria tramitação processual.

Diante dos relatos o juiz concedeu o prazo de cinco dias para apresentação das alegações finais pelo Ministério Público e pela defesa. Após essa fase, o magistrado decidirá se pronuncia o acusado para julgamento pelo Tribunal do Júri.

Enquanto isso, Rairo permanece preso preventivamente na unidade penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, Ferrugem, em Sinop (MT).

O crime

Segundo as investigações, Davi Lucca morreu após ser asfixiado, dentro da própria casa, no dia 2 de janeiro deste ano, em Sorriso. O crime teria sido motivado pelo ciúme que Rairo tinha da ex-companheira, que estava em novo relacionamento.

De acordo com a denúncia do MPMT, as investigações indicaram que o homicídio foi premeditado, praticado por asfixia e contra vulnerável, circunstâncias que caracterizam meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Foi pedido ainda que o acusado, caso seja condenado, pague indenização por danos psicológicos causados à mãe do bebê em R$ 1 milhão.

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