
Moradores do município de Cáceres (218 km de Cuiabá) protestaram contra a morte do adolescente assassinado por engano, no sofá de casa, no último sábado (17).
Familiares e amigos se reuniram na Praça Barão Rio Branco e seguiram para o 6º Comando Regional de Polícia Militar, exigindo penas mais duras para os infratores, que também são adolescentes, e tinham como alvo principal o irmão mais velho da vítima, de 19 anos.
Eles ergueram faixas com frases como: “14 anos, uma vida interrompida. Um futuro roubado. Justiça” e “O silêncio é cúmplice. Não aceitaremos que a vida de um jovem seja mais um número”.
Uma protesttante, identificada como Viviane, líder da igreja em que o adolescente frequentava, lamentou a morte, aos prantos, enquanto pedia por justiça.
"Ele era um adolescente cheio de vida, alegre. Onde ele pisava a alegria era contagiante. Um menino que gostava de abraçar e de beijar o tempo todo", afirmou.
“Ele não pode ser mais uma estatística, chega! [...] Algo tem que ser feito", complementou.
O crime
O adolescente foi morto por outros dois jovens, de 16 e 17 anos, por volta das 14h20 de sábado, enquanto estava no sofá de casa. Ele foi atingido por cerca de três disparos e morreu ainda no local.
Após o crime, os suspeitos saíram correndo, sendo que um entrou em um carro que esperava na rua, e outro foi impedido por populares, que o lincharam. Ele foi socorrido pela Polícia Militar e encaminhado, sob custódia, ao Hospital Regional.
O outro jovem morreu em confronto com a Polícia Militar no dia seguinte ao crime. Os policiais o localizaram após troca de dados com a Polícia Civil, e, ao chegarem na residência do suspeito, ele apontou uma arma de fogo para os agentes, que reagiram e o mataram.
O irmão da vítima, alvo do grupo criminoso, afirmou que sua ex-namorada teria participação no crime. Ela confessou, afirmando ter sido ameaçada por uma facção criminosa a arquitetar o crime.
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