
A forte reação e a indignação dos moradores de Cáceres forçaram a Mesa Diretora da Câmara Municipal a propor um recuo imediato. Um dia após a sanção da lei que criava um auxílio-alimentação em dinheiro no valor de R$ 1,7 mil para os próprios vereadores, o presidente da Casa, Flávio Negação (MDB), anunciou hoje (3) que vai propor a revogação integral da medida na próxima segunda-feira (8).
A criação do benefício, que havia sido sancionao pela prefeita Eliene Liberato (PSB), elevaria os recebimentos correntes de cada um dos 15 parlamentares para R$ 22.974,90 por mês, somando o salário fixo de R$ 11.200,00 e a Verba Indenizatória de R$ 10.074,90.
O impacto anual nos cofres públicos seria de R$ 306 mil, dinheiro que já havia sido garantido por meio de remanejamento no planejamento financeiro do município.
Diante do desgaste político e da repercussão negativa, a presidência do Legislativo emitiu uma nota justificando que a proposta de cancelamento atende ao "clamor público" e busca demonstrar sensibilidade às demandas da sociedade, sem entrar no mérito da legalidade do vale em dinheiro.
“A Câmara está atenta à voz da sociedade. Queremos demonstrar sensibilidade às demandas populares, dentro do respeito ao diálogo e à transparência”, afirmou.
Auxílio-saúde de R$ 3 mil
A tentativa de conter a crise na próxima sessão esbarra em outra articulação de bastidor dos parlamentares cacerenses. Além do vale-alimentação agora sob ameaça de anulação, a Mesa Diretora conduz a tramitação interna de um projeto ainda mais robusto: a instituição de um auxílio-saúde fixo de R$ 3 mil mensais por vereador.
A proposta segue o mesmo modelo de verba indenizatória, livre de impostos ou descontos previdenciários.
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