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Alvos da Operação Athena: Irregularidades na Saúde de Cuiabá

Os investigados são acusados de peculato, contratação direta ilegal, e associação criminosa.

19/09/2024 às 11h00 Atualizada em 20/09/2024 às 00h47
Por: Redação H1MT Fonte: Secom Piauí
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A ação determinou o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de bens e valores em mais de R$ 3,9 milhões — Foto: Polícia Civil
A ação determinou o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de bens e valores em mais de R$ 3,9 milhões — Foto: Polícia Civil

A Operação Athena foi deflagrada para investigar um esquema de irregularidades na Empresa Cuiabana de Saúde Pública e resultou no bloqueio de mais de R$ 3,9 milhões em bens e valores. A ação, realizada nesta terça-feira (17), também determinou o sequestro de imóveis e veículos, além de suspensões e afastamentos de servidores públicos.

Principais Alvos da Operação:

  • Gilmar de Souza Cardoso: Ex-secretário adjunto de Gestão na Saúde de Cuiabá.
  • Célio Rodrigues da Silva: Ex-secretário de Saúde.
  • Paulo Sérgio Barbosa Rós: Secretário-adjunto de Atenção Hospitalar.
  • Eduardo Pereira Vasconcelos: Ex-diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública.
  • Vinicius Gatto Cabalcante Oliveira
  • Juarez Silveira Samaniego: Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável.
  • Nadir Ferreira Soares Camargo da Silva: Servidora pública da Saúde.
  • Lauro José da Mata
  • Selberty Artênio Curinga
  • Rosana Lídia de Queiroz
  • Wanderson Francisco de Arruda: Fiscal de contrato.

Medidas Judiciais

Além das prisões, os investigados estão sujeitos a medidas cautelares, como:

  • Proibição de manterem contato entre si.
  • Proibição de acessarem as dependências da Saúde de Cuiabá.
  • Obrigação de comparecer periodicamente em juízo.
  • Entrega de passaportes e proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.
  • Suspensão de novos contratos públicos.

A empresa Lume Divinum Comércio e Serviços de Informática, suspeita de envolvimento nas fraudes, também foi proibida de celebrar novos contratos com órgãos públicos.

Crimes Investigados

Os investigados são acusados de peculato, contratação direta ilegal, e associação criminosa. A polícia identificou a prática de contratos falsos e pagamentos irregulares na área da saúde pública, resultando no desvio de valores significativos.

Nova Operação Relacionada

Na última sexta-feira (13), outra operação foi realizada para investigar falsificações em contratos da **Empresa Cuiabana de Saúde Pública**, ocorridas em 2022. Foram bloqueados R$ 721 mil em bens e valores, e um servidor municipal foi afastado. Entre os itens apreendidos estavam um imóvel, 13 veículos e um barco de pesca.

As investigações revelaram que a empresa simulou a contratação de serviços de consultoria de tecnologia, sem licitação, e desviou R$ 663,5 mil dos cofres públicos.

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