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Clubes discutem paralisação do Brasileirão após proibição das bets

Dirigentes avaliam interromper partidas como forma de pressionar por período de transição; fim dos patrocínios pode retirar mais de R$ 1 bilhão do futebol brasileiro

01/10/2026 às 09h01
Por: Redação H1MT
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Reprodução
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O Campeonato Brasileiro pode enfrentar uma crise nos próximos dias. Dirigentes de clubes da Série A passaram a discutir a possibilidade de paralisar o Brasileirão em reação à medida provisória que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets no Brasil.

A possibilidade ganhou força nas conversas entre dirigentes nesta semana. Até o momento, porém, não existe decisão oficial de interromper o campeonato, e representantes de alguns clubes afirmam que não há uma articulação consolidada para que os times deixem de entrar em campo.

Clubes querem período de transição

Uma das principais reivindicações discutidas pelos dirigentes é a criação de um período de transição de seis meses a um ano para o encerramento dos contratos de publicidade e patrocínio já firmados com empresas de apostas.

Os clubes argumentam que uma interrupção imediata dos acordos afetaria contratos em andamento e planejamentos financeiros já estabelecidos para as temporadas de 2026 e 2027.

A paralisação do Campeonato Brasileiro aparece entre as possibilidades levantadas para aumentar a pressão por uma negociação, mas não há, até agora, confirmação de que a medida será adotada.

Futebol pode perder mais de R$ 1 bilhão

O tamanho do impacto financeiro ajuda a explicar a reação dos clubes.

Dados citados pela CNN Brasil apontam que os patrocínios de casas de apostas movimentaram aproximadamente R$ 1,03 bilhão entre os clubes da Série A em 2025, representando cerca de 33% das receitas comerciais das equipes.

Dos 20 clubes da primeira divisão, 14 possuem empresas de apostas como patrocinadoras máster, com contratos que somam aproximadamente R$ 910 milhões.

Além das camisas, as marcas das bets estão presentes em outras propriedades comerciais do futebol brasileiro, ampliando os efeitos financeiros da proibição.

Governo e clubes tentam encontrar saída

O governo federal chegou a marcar uma reunião com representantes dos clubes para discutir os impactos da medida e possíveis alternativas diante do encerramento dos contratos.

O encontro previsto para terça-feira (29), entretanto, acabou cancelado após baixa adesão dos representantes do futebol.

A medida provisória entrou em vigor em 25 de setembro. As empresas terão até 6 de outubro para retirar seus sites e aplicativos do ar, enquanto apostadores têm prazo até 5 de outubro para solicitar o resgate dos valores disponíveis nas plataformas.

As ações publicitárias e materiais de patrocínio também deverão ser retirados até 5 de outubro.

Brasileirão não está suspenso

Apesar da repercussão, não há anúncio oficial de suspensão ou cancelamento do Campeonato Brasileiro.

Neste momento, a paralisação é uma possibilidade debatida por dirigentes em meio às negociações sobre os efeitos financeiros da proibição das bets.

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