
Um jovem de 22 anos, identificado como Andrew Ruggeri, denunciou ter sido brutalmente agredido e ameaçado de morte pelo ex-namorado de sua atual companheira, dentro de um apartamento localizado no bairro Poção, em Cuiabá. O caso ocorreu na quinta-feira (5) e ganhou repercussão após a vítima relatar os momentos de violência.
O suspeito, identificado como Douglas Lackman, de 24 anos, ocupava um cargo comissionado na Câmara Municipal de Cuiabá e teve sua exoneração determinada nesta sexta-feira (6), após o Legislativo tomar conhecimento da ocorrência.
Segundo Andrew, ele estava dormindo ao lado da namorada quando foi surpreendido por socos no rosto e ameaças de morte.
“Eu acordei já tomando socos e ele me ameaçando de morte. Diversas vezes falava que hoje eu ia conhecer a morte, que eu era um homem morto, que ele ia me matar”, relatou a vítima.
Suspeito utilizou autorização para entrar no condomínio
De acordo com o jovem, Douglas conseguiu acessar o condomínio por meio de reconhecimento facial, utilizando uma autorização de entrada com validade de 24 horas, concedida no dia anterior.
Na ocasião, o suspeito havia comparecido ao apartamento acompanhado de outro homem para realizar medições relacionadas à instalação de uma pia.
Na manhã seguinte, um amigo do casal deixou o apartamento para trabalhar e a porta permaneceu destrancada. Segundo o relato, Douglas aproveitou a situação para entrar no imóvel e seguir diretamente até o quarto onde o casal dormia.
Andrew afirmou que demorou a compreender o que estava acontecendo, mas conseguiu reagir e afastar o suspeito. A namorada também interveio para tentar interromper as agressões.
Após o episódio, o casal procurou orientação jurídica e compareceu à delegacia para registrar a ocorrência.
Câmara Municipal determina exoneração
Douglas Lackman trabalhava na Secretaria de Apoio Legislativo da Câmara Municipal de Cuiabá.
Em nota oficial, o Legislativo informou que tomou conhecimento dos fatos na manhã de sexta-feira (6) e que a Presidência determinou a exoneração do servidor.
A Câmara também declarou que não compactua com qualquer forma de violência e manifestou confiança no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil apura a ocorrência como lesão corporal e ameaça. Os depoimentos dos envolvidos e demais elementos reunidos deverão contribuir para esclarecer as circunstâncias das agressões.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual prisão do suspeito.
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