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Alcolumbre critica contestação das eleições e ironiza oposição: “No primeiro turno a urna prestou”

Presidente do Senado questiona críticas ao sistema eletrônico de votação após derrota de Flávio Bolsonaro e afirma que parlamentares foram eleitos com discursos de ataques e ofensas.

05/11/2026 às 07h56
Por: Redação H1MT
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Reprodução
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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), criticou nesta quarta-feira (4) os questionamentos sobre o resultado das eleições presidenciais de 2026 e a confiabilidade das urnas eletrônicas. A manifestação ocorreu durante sessão no plenário da Casa, em meio a divergências com parlamentares da oposição.

Sem mencionar diretamente o Partido Liberal (PL), Alcolumbre apontou o que considera uma contradição na postura de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

Segundo o presidente do Senado, o mesmo sistema eletrônico que garantiu a eleição de deputados e senadores do PL no primeiro turno passou a ser questionado após o resultado da disputa presidencial.

“No primeiro turno a urna eletrônica prestou”, declarou Alcolumbre, ao ironizar as críticas apresentadas depois da eleição.

Presidente do Senado questiona postura da oposição

Durante o pronunciamento, Alcolumbre lembrou que o PL conseguiu eleger uma das maiores bancadas do Congresso Nacional utilizando o mesmo sistema de votação empregado na eleição presidencial.

O senador destacou que aproximadamente 120 deputados federais e mais de 20 senadores foram eleitos pela legenda, sem que os resultados dessas disputas fossem contestados da mesma maneira.

Para Alcolumbre, os questionamentos ganharam força somente após a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula, no segundo turno realizado em 25 de outubro.

O presidente do Senado defendeu a confiabilidade do processo eleitoral e criticou a postura de políticos que colocam em dúvida os resultados das urnas.

Discussão começou após cobrança do PL

As declarações ocorreram depois de o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), cobrar de Alcolumbre o cumprimento de um acordo relacionado à votação de uma proposta sobre a redução da maioridade penal.

Portinho questionou a condução dos trabalhos legislativos e manifestou apoio a Flávio Bolsonaro diante dos acontecimentos posteriores à eleição presidencial.

A cobrança provocou uma reação de Alcolumbre, que ampliou o discurso para abordar os ataques direcionados à presidência do Senado e às instituições brasileiras.

Alcolumbre critica políticos eleitos com ataques pessoais

Durante sua manifestação, o presidente do Senado também afirmou que determinados candidatos conquistaram votos utilizando ofensas e ataques contra adversários políticos e representantes dos Poderes.

Segundo Alcolumbre, parte dos parlamentares eleitos teria priorizado confrontos políticos em vez de apresentar propostas voltadas à educação, à saúde e ao desenvolvimento econômico.

O senador também mencionou as críticas recebidas por não colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para ele, divergências políticas são legítimas, mas não devem ultrapassar os limites do respeito institucional.

Resultado eleitoral amplia tensões no Congresso

As declarações acontecem em um momento de intensificação das disputas políticas em Brasília, após a reeleição de Lula e o fortalecimento da bancada do PL no Congresso Nacional.

Aliados de Flávio Bolsonaro questionaram o resultado da eleição presidencial, enquanto representantes de outros partidos defenderam o reconhecimento do processo eleitoral.

O cenário também é marcado pelas articulações para a eleição da presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027.

O PL lançou o senador Rogério Marinho (RN) como candidato ao comando da Casa, em oposição à tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre.

A disputa deverá envolver negociações entre diferentes partidos e poderá influenciar a condução das principais pautas legislativas no próximo ano.

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