Quinta, 29 de Outubro de 2026
21°C 29°C
Campo Novo do Parecis, MT
Publicidade

Quantas horas a mais marcam R$ 720 mil?

Enquanto Alexandre de Moraes exibe um Patek Philippe avaliado em R$ 720 mil, André Mendonça usa um Seiko de R$ 4 mil. A diferença de 180 vezes no preço coloca em perspectiva luxo, remuneração e patrimônio no STF.

10/09/2026 às 15h58
Por: Redação H1MT Fonte: Por Nathália Fernandes
Compartilhe:
Reprodução
Reprodução

Se existe algo capaz de resumir uma diferença sem precisar abrir um voto de 200 páginas, talvez esteja no pulso. Alexandre de Moraes e André Mendonça, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parecem frequentar fusos horários bastante diferentes quando o assunto é relógio. De um lado, Moraes aparece com um Patek Philippe avaliado em R$ 720 mil pelo Canal do Relógio. Do outro, Mendonça usa um Seiko de cerca de R$ 4 mil, segundo o mesmo perfil. É praticamente o encontro entre a alta relojoaria suíça e o “marca as horas e seguimos trabalhando”.

A cifra fica ainda mais curiosa quando colocada em perspectiva. Um homem com remuneração mensal na casa dos R$ 50 mil ostenta no pulso um relógio avaliado em R$ 720 mil. São mais de 14 meses de remuneração bruta inteira transformados em horas, minutos e segundos - isso sem gastar um centavo com impostos, moradia, alimentação ou qualquer outra despesa da vida real. É claro que salário não é sinônimo de patrimônio e, sozinho, não explica nem condena a aquisição de um bem. Ainda assim, convenhamos: é o tipo de conta capaz de fazer até o ponteiro parar por alguns segundos.

Mendonça também não está exatamente fazendo voto de pobreza. O ministro já chamou atenção pela alfaiataria de alto padrão, mas, no pulso, a escolha é consideravelmente mais modesta: um Seiko na faixa dos R$ 4 mil. Na comparação direta, o relógio atribuído a Moraes equivale ao preço de aproximadamente 180 Seikos como o de Mendonça. A diferença, portanto, vai além de gosto ou estilo: ajuda a colocar em perspectiva o padrão de consumo de quem ocupa um dos cargos mais poderosos da República.

E é justamente aí que o relógio deixa de ser apenas um acessório. O problema não é gostar de Patek Philippe; é a conta despertar perguntas. Autoridades públicas estão naturalmente submetidas a um grau de escrutínio que não se exige do cidadão comum, sobretudo quando luxo, poder e cifras dessa magnitude aparecem no mesmo pulso. Um relógio caro, por si só, não comprova qualquer irregularidade, mas patrimônio e renda de agentes públicos são assuntos legítimos de interesse público. Afinal, em Brasília, muita coisa pode até funcionar em outro fuso horário. A matemática, não. O Patek pode custar uma fortuna; a conta é que precisa fechar.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Vera DiasHá 2 meses BrasiliaSempre afiada e ponderada!
Lana Há 2 meses Brasília Mas é a que a mulher dele tem um escritório de advocacia muito bem sucedido!!! Opa, pera!!!!!!
Mostrar mais comentários
Campo Novo do Parecis, MT
25°
Tempo nublado

Mín. 21° Máx. 29°

25° Sensação
9.32km/h Vento
69% Umidade
100% (2.28mm) Chance de chuva
06h16 Nascer do sol
06h52 Pôr do sol
Sex 29° 20°
Sáb 36° 22°
Dom 37° 22°
Seg 38° 23°
Ter 40° 23°
Atualizado às 18h04
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,38 +0,02%
Euro
R$ 6,02 +0,10%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 439,302,23 -2,91%
Ibovespa
169,186,42 pts -1.06%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade