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Policial penal e professora são alvos de operação por suspeita de levar celulares para facção em presídio de MT

Investigação aponta que servidores teriam usado o acesso privilegiado à unidade prisional para facilitar a entrada de aparelhos e outros objetos; policial penal chegaria a cobrar até R$ 10 mil por celular

09/09/2026 às 08h22
Por: Redação H1MT
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Reprodução
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9), a Operação Insídia, para combater um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos suspeitos de facilitar a entrada clandestina de celulares e outros objetos para integrantes de uma facção criminosa dentro do sistema prisional.

Os principais alvos da investigação são um policial penal efetivo e uma professora contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). A professora atuava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande.

Ao todo, a operação cumpre oito ordens judiciais em Cuiabá: dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas.

SERVIDORES TERIAM USADO ACESSO PRIVILEGIADO

Segundo as investigações, os suspeitos teriam se aproveitado do acesso proporcionado pelas funções públicas para facilitar a entrada de celulares e outros itens destinados a integrantes da facção.

O policial penal é investigado por supostamente cobrar entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho celular introduzido no presídio. A investigação aponta ainda que ele teria utilizado a conta bancária da própria companheira para receber valores e dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.

Já a professora teria utilizado o trânsito autorizado dentro da unidade prisional para viabilizar a entrada clandestina dos aparelhos e de outros objetos.

INVESTIGAÇÃO COMEÇOU EM 2025

As apurações começaram em junho de 2025, depois que a análise de materiais apreendidos identificou transferências via Pix destinadas à professora. Os pagamentos teriam sido realizados por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados na unidade.

As informações coincidiram com uma denúncia que indicava a possível participação dos dois servidores no esquema.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 14,6 mil relacionados à professora e de R$ 25,5 mil vinculados ao policial penal.

Os investigados são suspeitos dos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com acompanhamento da Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e esclarecer a dimensão do esquema.

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