
A disputa pela Presidência da República entra em uma fase de forte equilíbrio entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisas divulgadas nos últimos dias mostram os dois candidatos separados por diferenças pequenas em cenários de segundo turno, indicando uma eleição que, neste momento, permanece aberta.
Segundo informações da CNN Brasil, a campanha de Lula passou a enxergar a corrida eleitoral em um “novo momento”, enquanto aliados de Flávio demonstram otimismo e trabalham com a expectativa de que o senador possa assumir a liderança nas pesquisas depois das mobilizações de 7 de Setembro.
Os números ajudam a explicar a avaliação dos dois grupos.
Na pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira (2), Lula aparece com 42%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41% em uma eventual disputa de segundo turno. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o cenário é de empate técnico.
Já o levantamento Futura/100% Cidades mostrou Lula com 45,6% e Flávio com 45,2%, também configurando empate técnico. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
O PoderData/Aya apresentou uma inversão numérica: Flávio Bolsonaro aparece com 45% contra 44% de Lula. Como a diferença é inferior à margem de erro de 1,8 ponto percentual, os candidatos também estão tecnicamente empatados.
No primeiro turno, porém, os levantamentos podem apresentar cenários diferentes. A Futura, por exemplo, apontou Lula com 38,7% contra 33,6% de Flávio Bolsonaro, além de outros candidatos na disputa.
Diante do cenário, aliados de Lula reconhecem que a eleição está indefinida. De acordo com a CNN, uma das estratégias da campanha será reforçar a imagem institucional do petista e sua experiência como presidente, buscando apresentá-lo como alguém preparado para conduzir o país em meio ao atual ambiente de tensão política e institucional.
O entorno do presidente também avalia que a campanha deverá ganhar outra dimensão com o avanço da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e com o aumento do debate eleitoral nas redes sociais.
Ao mesmo tempo, a campanha petista acompanha os impactos políticos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e das recentes revelações relacionadas a investigações que alcançam pessoas próximas ao presidente.
Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro considera os números recentes uma demonstração de que o senador conseguiu consolidar sua competitividade na corrida presidencial.
A aposta agora está nas manifestações de 7 de Setembro, especialmente no ato previsto para a Avenida Paulista, em São Paulo. O grupo espera que a mobilização da direita e a repercussão da atual crise envolvendo o STF possam fortalecer a candidatura e produzir reflexos nas próximas pesquisas.
O entorno de Flávio também vem elevando as críticas ao ministro Alexandre de Moraes e aposta que o tema poderá ajudar na mobilização do eleitorado de direita. Para a campanha, o ato deste 7 de Setembro será também um teste da capacidade de transformar mobilização nas ruas em crescimento eleitoral.
A fotografia apresentada pelas pesquisas mais recentes revela que nenhum dos dois principais candidatos pode, neste momento, considerar a disputa definida.
Enquanto alguns levantamentos colocam Lula numericamente à frente, outros já apresentam Flávio Bolsonaro com pequena vantagem. Como as diferenças estão dentro das respectivas margens de erro nos cenários citados de segundo turno, o quadro é de equilíbrio.
Com a aproximação do primeiro turno e a intensificação da campanha, Lula e Flávio Bolsonaro entram agora em uma etapa decisiva, na qual debates, propaganda eleitoral, acontecimentos políticos e capacidade de mobilização poderão influenciar os próximos movimentos das pesquisas.
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