
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) acusou o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) de usar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) como balcão de negócios durante as gestões dos ex-presidentes Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).
Segundo Pivetta, a influência do político no órgão federal só teria acabado quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumiu a Presidência e “expulsou” Fagundes.
A acusação foi feita durante o primeiro debate político das eleições de 2026, realizado na manhã de hoje (17) pela Rádio Centro América FM e pelo Portal Primeira Página. Na ocasião, o governador rebatia críticas do senador em relação às estradas construídas na atual gestão.
“Em estrada o senhor é especialista. O senhor mandou no DNIT no governo Lula um, dois, Dilma um, dois, Temer e o Bolsonaro chegou lá e expulsou o senhor do DNIT. Tarcísio é quem tirou o senhor de lá. O senhor parou de mandar no DNIT”, disse.
Pivetta ainda acusou Wellington Fagundes de fazer indicações para os cargos de comando na Superintendência Regional do DNIT em Mato Grosso, enquanto as estradas permaneciam em situação de calamidade, causando mortes de seus usuários.
“O senhor ficou 20 anos indicando diretor do DNIT aqui, fazendo negócios e as nossas rodovias caindo aos pedaços. Pessoas se mantando nas rodovias porque não tinha conserva, não tinha obra, não tinha nada, só desesperança”, afirmou o governador.
Como resposta, Wellington Fagundes criticou a obra realizada pelo Governo de Mato Grosso no trecho do Portão do Inferno na MT-251 e a qualidade da antiga BR-174, atual MT-170, que teve o trecho entre Castanheira e Colniza estadualizado e asfaltado recentemente.
De acordo com o senador, o trecho, que até 2023 era de terra, está com o asfalto esfarelando.
Além disso, Fagundes afirmou que todas as estradas federais em Mato Grosso são extremamente bem conservadas desde o período em que ele “mandava” no DNIT.
“Eu quero lembrar: as estradas federais, todas elas, desde que eu estive à frente, estão extremamente bem conservadas, todas elas”, afirmou Wellington Fagundes.
Em seguida, novamente Pivetta rebateu, relembrando a situação da BR-174 antes da estadualização, que era conhecida pela poeira e atoleiro, e dizendo que o senador tem fama de fazer negócios em estradas.
“Todo o povo dessa região, especialmente a 174 sabe como funcionava a coisa lá. O senhor sempre gostou de estrada federal pra todo ano liberar dinheiro e participar dos negócios. Essa é a sua profissão, o senhor é conhecido com essa fama”, disse.
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