
O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o suspeito Claudinei da Silva, de 42 anos, esganou a filha, de 12 anos, até provocar o rompimento de vasos sanguíneos do nariz da vítima.
A mãe da menor foi quem a encontrou na tarde de domingo (7), em Várzea Grande. Ela estava desacordada e com escoriações pelo corpo e foi socorrida até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas chegou à unidade já sem vida.
De acordo com o delegado, em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (8), Claudinei teria pegado o celular da filha e encontrado trocas de mensagens pelo Instagram. Ele teria repreendido a adolescente, e a discussão evoluiu para agressões físicas.
“Ele fala que, em certo momento, esganou ela, enforcou, e nisso rompeu os vasos sanguíneos do nariz e começou a espirrar muito sangue. Na sequência, ele foge da residência”, disse.
“Tinha lesões de escoriações na parte do tórax, ela estava bem ferida. E, na residência, dá para ver que realmente foi uma luta”, acrescentou.
Conforme Farias, mesmo após perceber a gravidade da situação, o suspeito não procurou ajuda médica para a filha.
“Quando ele vê que espirrou sangue, poderia, como um pai que ama o filho, chamar um socorro. Poderia tentar socorrer a filha. Mas, simplesmente, fugiu do local. Ele pensou na integridade dele, na vida dele, não pensou, ao meu ver, na integridade da filha. Ele assumiu a responsabilidade de causar a morte dela”, afirmou o delegado.
Para Farias, a conduta demonstrou que o investigado assumiu o risco de provocar a morte da adolescente, motivo pelo qual foi autuado por feminicídio.
“Ele tinha consciência, primeiro, independentemente de estar sob efeito de álcool, de que um homem forte, segurando o pescoço de uma menina de 12 anos e fazendo uma constrição, obviamente pode matar. Se pode matar até uma mulher adulta, imagina uma criança de 12 anos”, afirmou.
Histórico de agressividade
Durante o interrogatório, Claudinei afirmou que a filha chegou a gritar durante as agressões. No entanto, a residência onde ele morava ficava nos fundos de um terreno, o que pode ter dificultado que vizinhos ouvissem os pedidos de socorro.
O delegado afirmou ainda que Claudinei possuía histórico de violência doméstica contra a ex-companheira, mãe da vítima. Segundo ele, havia uma medida protetiva em vigor em favor da mulher.
“Ele já tinha um histórico de agressividade contra a mãe dessa menina e agora contra a própria filha. Isso demonstra um comportamento agressivo contra mulheres”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, será realizado um exame de conjunção carnal para aprofundar a análise do histórico familiar da vítima.
O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
Embora familiares descrevam uma boa relação entre pai e filha, a investigação não descarta nenhuma hipótese neste momento.
O celular da adolescente também será periciado para verificar as conversas que teriam motivado o crime e identificar possíveis elementos relevantes para a investigação.
Claudinei se apresentou espontaneamente à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande na noite de domingo. Em seguida, foi conduzido à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado em flagrante por feminicídio.
A Polícia Civil já representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Com informações do Mídia News
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