
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) rebateu os questionamentos levantados pela CPI da Saúde da Assembleia Legislativa sobre os R$ 144,7 milhões pagos à Sociedade Beneficente Hospital Israelita Albert Einstein antes do início dos atendimentos no Hospital Central, em Cuiabá.
Em nota, a Pasta afirmou que os repasses feitos entre junho de 2025 e janeiro de 2026 estavam previstos em contrato e ocorreram durante a fase pré-operacional da unidade.
“A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso esclarece que, conforme previsto em contrato, foram repassados R$ 144,7 milhões ao Einstein no período de junho de 2025 a janeiro de 2026. Esses recursos são relativos principalmente à fase pré-operacional necessária para ativação do Hospital Central”, afirmou.
A discussão ganhou força após deputados estaduais da CPI da Saúde questionarem os pagamentos feitos ao Einstein enquanto o Hospital Central ainda não realizava atendimentos.
Houve a defesa de que fosse feito um aprofundamento técnico sobre os valores desembolsados antes da abertura da unidade.
Na nota, a SES detalhou como os recursos teriam sido utilizados antes da entrada em funcionamento do hospital.
“Mais de 60% deste recurso foi direcionado à compra de equipamentos médico-hospitalares. O percentual restante foi destinado à contratação e capacitação de pessoal, organização das equipes multiprofissionais e estruturação dos fluxos assistenciais e administrativos, etapas indispensáveis à operacionalização do hospital”, disse a secretaria.
A Pasta ainda sustentou que o Hospital Central é uma estrutura de alta complexidade e que a abertura da unidade ocorre de maneira gradual ao explicar o repasse recursos antes do funcionamento pleno do hospital.
“A SES-MT reforça que o Hospital Central é uma unidade de alta complexidade, ativada do zero, em estrutura de grande porte, e que sua abertura ocorre de forma gradual e por etapas, conforme critérios técnicos, assistenciais e de segurança do paciente”, disse.
Por fim, a SES afirmou que continuará prestando informações aos órgãos de fiscalização e ao Legislativo estadual.
“A Secretaria permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários aos órgãos de controle, à Assembleia Legislativa e à sociedade”, concluiu a nota.
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