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Sob pressão, governo anuncia hoje medidas para deter greve de caminhoneiros

Fazenda também tenta convencer estados a reduzir ICMS e aumentar fiscalização

18/03/2026 às 08h28
Por: Redação H1MT
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A preocupação no Palácio do Planalto com a possibilidade de uma greve de caminhoneiros ocorrer nesta semana no país e contaminar ainda mais o ambiente político-eleitoral levou a força-tarefa do governo que cuida do assunto a planejar o anúncio, na manhã desta quarta-feira (18), de medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete para caminhoneiros e para responsabilizar os infratores contumazes.

O anúncio deverá ser feito às 10h pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio, no Ministério dos Transportes, em Brasília.

A tabela advém de uma lei de 2018 que estabelece parâmetros mínimos para o pagamento de frete a caminhoneiros, baseados no número de eixos do caminhão, no peso da carga e na distância percorrida.

A categoria, porém, aponta que a falta de fiscalização pelo governo faz com que ela não seja cumprida, ainda mais em um contexto de aumento do preço de combustíveis.

Essa, aliás, é outra frente para conter a greve que o governo pretende avançar hoje.

Ministério da Fazenda irá ampliar a pressão sobre os estados para que eles reduzam o ICMS sobre combustíveis e para que os preços sejam fiscalizados.

O debate ocorrerá na reunião extraordinária convocada para esta quarta-feira pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), justamente para discutir a redução temporária do ICMS sobre o diesel.

O governo deve fazer, inclusive, uma proposta de redução e não descarta apresentar um plano de compensação aos estados pelas perdas de recursos.

A maior parte dos estados resiste a reduzir o tributo, principal fonte de arrecadação dos estados. Nesta terça-feira, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) divulgou uma nota na qual informa que não reduzirá o imposto.

Além do componente econômico, há o fator político, pois grande parte dos governadores tentará a reeleição e é de oposição a Lula.

O governo, porém, quer mostrar que já deu o exemplo ao reduzir PIS e Cofins do diesel e que também já colocou a Polícia Federal para apurar crimes contra consumidores e contra a ordem financeira. O órgão abriu um inquérito nesse sentido nesta terça-feira.

A força-tarefa do governo envolve principalmente Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência e Ministério dos Transportes e é acompanhada com preocupação pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, marqueteiro Sidônio Palmeira.

A grande preocupação é com uma crise de desabastecimento no país e, em especial, seus impactos políticos em um ambiente já tensionado e polarizado que dificulte o cenário, já difícil, da campanha à reeleição de Lula.

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