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Mato Grosso registra primeira morte por chikungunya no Brasil em 2026

O monitoramento epidemiológico segue em andamento, enquanto o estado busca evitar a repetição do cenário crítico enfrentado em 2025.

21/02/2026 às 05h44
Por: Redação H1MT
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Mato Grosso confirmou a primeira morte por chikungunya no Brasil em 2026, segundo dados do painel oficial do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta-feira (20). O óbito foi registrado no município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT. A identidade da vítima não foi informada.

De acordo com o Ministério, a morte ocorreu em decorrência de complicações provocadas pela doença. Um segundo óbito suspeito está sob investigação em Sinop, no norte do estado.

Casos caem em relação a 2025

Apesar do registro da morte, os números atuais indicam cenário menos grave que o observado no mesmo período do ano passado. Entre 1º de janeiro e 19 de fevereiro de 2026, Mato Grosso notificou 321 casos de chikungunya.

No mesmo intervalo de 2025, o estado enfrentava um surto mais intenso, com mais de 17 mil casos prováveis e 26 mortes confirmadas.

Ao longo de todo o ano passado, Mato Grosso acumulou 50,2 mil casos prováveis e 68 mortes por chikungunya, conforme balanço oficial.

Dengue também registra óbito

O estado também confirmou uma morte por dengue em 2026, registrada no município de Diamantino/MT.

Desde o início do ano, Mato Grosso contabiliza mais de 2 mil casos notificados de dengue. Ainda assim, o cenário atual é significativamente inferior ao de 2025, quando, no mesmo período, foram registrados mais de 35 mil casos e 23 mortes.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o estado encerrou 2025 com 35.990 casos prováveis de dengue e 24 mortes confirmadas.

Vigilância reforçada

Especialistas alertam que, embora os números estejam mais baixos neste início de ano, o período chuvoso favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

A recomendação das autoridades é intensificar medidas preventivas, como eliminação de água parada, uso de repelente e atenção aos sintomas, especialmente febre alta e dores articulares intensas, características da chikungunya.

O monitoramento epidemiológico segue em andamento, enquanto o estado busca evitar a repetição do cenário crítico enfrentado em 2025.

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