
A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris (PL), usou a tribuna da Câmara Municipal para rebater declarações do vereador Dídimo Vovô (PSB), que afirmou que o prefeito Abilio Brunini (PL) estaria repetindo práticas que criticava na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), ao mencionar a possível candidatura da esposa a deputada estadual. Segundo o parlamentar, o atual gestor estaria adotando postura semelhante à que condenava ao tratar de projetos políticos familiares.
Em discurso, Samantha afirmou que seu mandato é resultado do voto popular e não de indicação do prefeito. “Não foi o Abilio que me colocou aqui. Foram as pessoas que votaram em mim. Eu tenho mandato assim como todos os senhores que estão nessa casa”, declarou. A vereadora disse que entrou na Câmara “pela porta da frente” e que possui os mesmos direitos e deveres que os demais parlamentares.
Ao longo da fala, ela criticou o que classificou como tentativa de deslegitimar sua atuação por ser esposa do chefe do Executivo municipal. Segundo Samantha, a condição de primeira-dama não interfere no exercício do mandato. “Aqui eu sou vereadora como todos vocês. Eu estou aqui com o mesmo direito de falar, de me posicionar e de votar”, afirmou.
A parlamentar também reagiu às críticas de que estaria atuando para defender o prefeito dentro do Legislativo. “Se falar de mim, eu vou responder. Eu estou aqui como vereadora”, disse. Ela ressaltou que não aceitará que colegas escolham o momento em que pode se manifestar. “Eu vou escolher a hora que eu devo falar e me posicionar”, declarou.
Durante o discurso, Samantha ainda abordou a discussão sobre denúncias de assédio e a instalação de comissão especial na Câmara. A vereadora afirmou que sempre foi favorável à apuração por órgãos competentes e que a Casa optou por acompanhar os fatos de forma legal, sem expor a suposta vítima em plenário. “Nós somos contra qualquer tipo de assédio. Nunca nos opomos à investigação pelos órgãos responsáveis”, disse.
Ela acrescentou que a gestão municipal incentiva que denúncias sejam formalizadas junto à Ouvidoria, à Polícia e ao Ministério Público. “Se alguém tiver alguma denúncia, faça. Nós não temos medo. Nós queremos que se investigue”, afirmou, destacando que o respeito às servidoras e aos servidores é essencial.
Samantha também questionou o que chamou de “defesa seletiva” das mulheres por parte de alguns parlamentares. Segundo ela, há manifestações públicas de desqualificação nas redes sociais que não recebem o mesmo nível de repúdio. “A defesa da mulher é para todas ou é seletiva?”, indagou.
O embate ocorreu após Dídimo Vovô relacionar a possível candidatura da vereadora a deputada estadual com críticas feitas por Abilio Brunini, no passado, à gestão de Emanuel Pinheiro. Para o parlamentar do PSB, haveria contradição entre o discurso anterior e o cenário atual. A fala provocou reação imediata da vereadora, que classificou como inadmissível qualquer tentativa de reduzir seu mandato a um projeto político do prefeito.
Ao concluir, Samantha reiterou que continuará exercendo o mandato de forma independente e que responderá a críticas quando considerar necessário. “Eu estou aqui para ser respeitada como todos vocês”, afirmou.
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