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Dengue avança em Mato Grosso e Nova Mutum entra no mapa de maior risco no início de 2026

Entre os municípios com maior número de ocorrências estão Sinop, com 61 casos, seguido por Tangará da Serra (26), Várzea Grande (16), Nova Mutum (13), além de Cáceres e Cuiabá, ambas com 10 confirmações.

20/01/2026 às 09h29
Por: Redação H1MT
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Reprodução
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O ano de 2026 começou sob sinal de alerta para a saúde pública em Mato Grosso. Em menos de 20 dias, o Estado já contabiliza 249 casos confirmados de dengue, uma média de 16 registros por dia, distribuídos em 41 municípios. Os dados são do Ministério da Saúde e incluem ainda uma morte sob investigação, o que eleva o grau de preocupação das autoridades sanitárias.

Entre os municípios com maior número de ocorrências estão Sinop, com 61 casos, seguido por Tangará da Serra (26), Várzea Grande (16), Nova Mutum (13), além de Cáceres e Cuiabá, ambas com 10 confirmações. A presença de Nova Mutum entre as cidades mais afetadas reforça o avanço da doença também no interior do Estado.

O cenário tende a se agravar com a intensificação do período chuvoso. O aumento da umidade cria condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, ampliando o risco de novos surtos e exigindo ações imediatas de prevenção e controle.

Na Capital, os números ganharam rosto e endereço. O morador do bairro Nova Conquista, Cristian Corrêa Mores, de 30 anos, iniciou o ano enfrentando a doença ao lado das filhas, de 7 e 12 anos. “Nós três pegamos dengue e ainda estamos nos recuperando”, relata. Segundo ele, a contaminação ocorreu na própria região onde mora, apesar dos cuidados adotados em sua residência.

“Aqui nós cuidamos muito do nosso quintal, de tudo que pode ser foco, mas cada morador tem que fazer a sua parte, e muitos não ligam”, afirma. Cristian aponta ainda problemas estruturais próximos à sua casa, como esgoto a céu aberto e um córrego tomado pelo mato, que contribuem para a proliferação do mosquito.

A situação exposta pelo morador revela um problema que ultrapassa a responsabilidade individual e evidencia falhas na prevenção coletiva. Em diversos pontos de Cuiabá, áreas com mato alto, lixo acumulado e falta de manutenção permanecem visíveis mesmo diante do avanço da dengue.

Na avenida do Contorno Leste, por exemplo, o acúmulo de resíduos ao longo da via chama a atenção. Pneus cheios de água, vasilhas, plásticos e móveis descartados de forma irregular transformaram o local em ambiente propício para a reprodução do Aedes aegypti, especialmente após as chuvas recentes.

Para moradores da região, além da falta de conscientização da população, há deficiência na fiscalização. “É preciso pensar em como identificar e punir quem faz isso”, cobra um residente, ao destacar que o combate à dengue depende tanto de educação quanto de ações firmes do poder público.

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