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Sindicalista prevê maior greve da história no Judiciário, descarta recuo e anuncia paralisação

Cerca de 5.500 servidores do Judiciário, aproximadamente 1.500 são cargos comissionados e não devem aderir à paralisação

20/01/2026 às 09h09
Por: Redação H1MT
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Reprodução
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Mais de três mil servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso devem cruzar os braços a partir da manhã desta quarta-feira (21), em um movimento grevista por tempo indeterminado que já é classificado pelo sindicato como o maior da história do setor no Estado. A paralisação começa às 8h, e ocorre após o governo estadual vetar o reajuste de 6,8% reivindicado pela categoria e aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no ano passado.

Em entrevista ao GD, o sindicalista Rosenwal Rodrigues afirmou que a decisão está tomada há semanas, após assembleias com sindicalizados e não haverá recuo, mesmo que haja convite para negociação. Segundo ele, qualquer eventual suspensão do movimento só poderá ser deliberada em novo debate.

“Tá combinado, já tá decidido. Nós vamos começar o manifesto. Houve reunião com a Federação dos Servidores Públicos, por meio da presidente Carmen, e todos estamos atentos à questão do RGA, que também atinge o Judiciário. Como os servidores públicos decidiram iniciar o movimento na quarta-feira, às oito da manhã na Assembleia, nós também decidimos iniciar lá o movimento paredista”, afirmou à reportagem.  

Durante a greve, apenas 30% dos serviços essenciais serão mantidos. Rosenwal explicou que serão garantidos, por exemplo, alvarás de soltura e demandas de urgência e emergência, especialmente na área da saúde. “Busca e apreensão de carro, despejo, reintegração de posse, levantamento de alvará para partes e advogados não são urgência e emergência. Isso pode aguardar o tempo do movimento”, enfatizou. 

Além disso, o sindicalista revelou que há conversas com outras entidades para ampliar a mobilização. “Os setores públicos de Mato Grosso já estão pedindo força para fazermos um ‘apagão’ geral. Estamos conversando com todos os sindicatos para mostrar ao governador que somos nós que fazemos as coisas funcionarem”, declarou.

De acordo com Rosenwal, dos cerca de 5.500 servidores do Judiciário, aproximadamente 1.500 são cargos comissionados e não devem aderir à paralisação. Ainda assim, o número de grevistas deve ultrapassar três mil. “Só não para quem é cargo de comissão. No restante, mais de 3 mil servidores vão parar”, concluiu.

O estopim da greve foi o veto do governo estadual ao projeto que previa reajuste de 6,8% aos servidores do Judiciário, percentual que, segundo o sindicato, representaria ganho real na tabela salarial. Para Rosenwal, houve omissão da atual gestão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) diante da interferência do Executivo.

“Passamos o ano de 2025 todinho dialogando. Infelizmente, esse atual presidente do Tribunal não moveu uma palha quanto ao projeto do 6,8%. Quem correu atrás foi só o sindicato. Não tomou atitude nenhuma contra a interferência do governo no Judiciário, pelo contrário, se omitiu, ficou calado”, criticou.

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