
A entrada em vigência de três novos acordos de livre comércio - Mercosul-União Europeia, Mercosul-EFTA e Mercosul-Cingapura - vai deixar quase um terço do comércio exterior brasileiro com tarifa zero ou alíquotas reduzidas, aumentando a inserção internacional do país e abrindo oportunidades de negócios para o setor privado, disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.
Estimativas inéditas feitas pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) indicam que, atualmente, cerca de US$ 78 bilhões de todas as exportações e importações brasileiras se beneficiam de algum tipo de acesso preferencial. Isso representa apenas 12,4% da corrente de comércio.
Esses números são referentes ao ano de 2025 e contemplam a livre circulação de bens com os demais parceiros do próprio Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), além de acordos do Brasil ou do Mercosul com os seguintes países: Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Israel e Egito.
O cenário muda significativamente com a assinatura dos tratados Mercosul-União Europeia, Mercosul-EFTA e Mercosul-Cingapura, abrindo a perspectiva de uma inserção internacional bem mais ampla.
Nos cálculos do MDIC, as exportações e importações brasileiras alcançadas por tarifa zero ou alíquotas reduzidas somam mais US$ 118,7 bilhões (ou 18,9% de todo o intercâmbio comercial do país) com esses três novos acordos.
Quando todos estiverem em vigência, o volume de produtos brasileiros beneficiados por tarifas menores em outros países ou de bens importados entrando com alíquotas mais baixas no mercado nacional deverá chegar a US$ 196,4 bilhões. Isso representa 31,2% da corrente de comércio em 2025.
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