
A saúde pública de Campo Novo do Parecis enfrenta mais um capítulo de incerteza. A Prefeitura confirmou que não renovará o contrato com o Instituto São Lucas, responsável pela administração do Hospital Municipal Euclides Horts, e o município corre o risco de ficar sem nenhuma entidade para gerir a unidade a partir do dia 10 de janeiro de 2026, quando o atual vínculo se encerra.
O problema se agrava porque não há edital de licitação aberto para contratar uma nova organização social (OS) que possa assumir a gestão do hospital. A ausência de um processo licitatório preocupa profissionais de saúde, pacientes e lideranças políticas, que temem um possível apagão no atendimento hospitalar logo no início do próximo ano. Outra possibilidade é a contratualização de uma OSIP para fazer a gestão de RH da unidade hospitalar e as compras de insumos e materiais ficaria por conta da Secretaria de Saúde.
Além disso, pesa contra a prefeitura um processo de qualificação impugnado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O órgão identificou irregularidades no procedimento de credenciamento das OSs, o que impede o município de avançar com novas contratações até que as pendências sejam sanadas. Sem resolução, o impasse cria um cenário crítico para a continuidade dos serviços.

Documento extraído do diário oficial dos municípios em 01 de dezembro de 2025.
Com o contrato do Instituto São Lucas chegando ao fim e sem outra instituição habilitada para assumir a gestão, o hospital — já pressionado por problemas recentes, como as interdições do Centro Cirúrgico e CME — pode sofrer uma interrupção parcial ou total de atividades. Esse risco traz impactos diretos para toda a região, que depende da unidade para atendimentos de urgência, internações e serviços cirúrgicos.
A situação recai sobre a administração do prefeito Piaia, criticada por não ter antecipado o planejamento da troca de gestão e por não apresentar alternativas concretas. A possivél saída da Secretária de Saúde Cleide Anzil também não está descartada.
Já o Prefeito Piaia deu declarações que uma nova empresa irá fazer a gestão, mas sem fundamentar quem será e como também deverá ser feita a contratação. Cenários de incertezas pairam sobre a saúde de Campo Novo do Parecis.
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