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Operação mira facção suspeita de tráfico e lavagem de R$ 470 milhões em MT e no DF

Os alvos passaram a articular, desde 2022, uma rede interestadual de lavagem de dinheiro, movimentando recursos ilícitos em vários estados, segundo a polícia.

28/11/2025 às 09h41
Por: Redação H1MT
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Operação mira facção suspeita de tráfico e lavagem de R$ 470 milhões em MT e no DF

A Operação Snowball, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (28), investiga uma facção criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, extorsões, torturas, homicídios e lavagem de dinheiro. A ação ocorre em 10 cidades de Mato Grosso — Campos de Júlio, Comodoro, Nova Lacerda, Pontes e Lacerda, Conquista D’Oeste, Cáceres, Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste e Sapezal — além de Brasília (DF).

Dos 47 alvos, 10 foram presos até a publicação desta reportagem.

Ao todo, estão sendo cumpridas 150 ordens judiciais, entre elas:

  • 47 bloqueios de bens;
  • 47 ordens de busca e apreensão;
  • 47 quebras de sigilo bancário;
  • 9 ordens de sequestro de bens.

Segundo a investigação, os bloqueios bancários podem alcançar R$ 470 milhões. Durante a operação, equipes apreenderam quatro armas de fogo e quatro veículos, além das prisões em flagrante.

Desdobramento

A Operação Snowball é um desdobramento da Operação Colossus, deflagrada em dezembro de 2023, que revelou a estrutura de uma facção atuante na região de Campos de Júlio. Desde então, a Polícia Civil intensificou o trabalho investigativo, identificando a expansão das atividades do grupo para municípios próximos à fronteira com a Bolívia.

Conforme o avanço das apurações, os alvos passaram a articular, desde 2022, uma rede interestadual de lavagem de dinheiro, movimentando recursos ilícitos em vários estados.

Rede estruturada e investimentos suspeitos

Decisão da 4ª Vara Criminal de Cáceres aponta que os investigados agem de forma estruturada e compartimentalizada, com divisão de funções, hierarquia definida e foco na ocultação da origem do dinheiro do tráfico.

Os levantamentos identificaram 241 transações financeiras suspeitas, que ultrapassam R$ 10 milhões. A facção utilizava estabelecimentos comerciais para lavar recursos, como:

  • centros de eventos;
  • distribuidoras;
  • tabacarias;
  • empresas de criptomoedas — uma delas é alvo da operação.

Células de lavagem atuavam em Cáceres, Nova Lacerda, Campos de Júlio e Cuiabá.

Entre os investigados estão 28 pessoas que já cumpriram pena e sete que seguem presas. Quatro delas estão na Penitenciária Central do Estado (PCE) e são apontadas como lideranças do grupo criminoso.

A operação mobiliza cerca de 200 policiais civis de diversas delegacias regionais, unidades especializadas, setores de inteligência e equipes de apoio operacional.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento do patrimônio da facção.

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