
O prefeito Abilio Brunini (PL) voltou a criticar a possibilidade de alianças políticas envolvendo seu partido e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Mato Grosso. Em declaração nesta terça-feira, 9 de setembro, ele foi enfático ao afirmar que não aceitará “subsidiar” o fortalecimento da sigla adversária.
“Eu já deixei bem claro. Não vou aceitar uma imposição para apoiar alguém do sistema para o Senado Nacional [...] nós não vamos subsidiar a pintura de verde e amarelo ao MDB”, disse.
O gestor argumentou que uma eventual aliança com o MDB significaria dar fôlego a um grupo que, segundo ele, historicamente atua contra lideranças alinhadas ao seu projeto.
“Se a gente ceder nesse momento, uma qualquer parceria que seja, para auxiliar o MDB a reconquistar espaços em 2026, pode se preparar para 2028”, criticou e lembrou também que eles vão repetir o que sempre fizeram em Rondonópolis, Várzea Grande e outros municípios.
Abilio também acusou o MDB e aliados de usar pesquisas eleitorais como estratégia para “induzir a opinião pública”. “É o mesmo método que eles usam: encher de pesquisa na internet para tentar induzir a opinião pública e a do eleitor, mas nas urnas, os resultados são diferentes”, afirmou, citando episódios envolvendo lideranças como Eduardo Botelho e Fábio Garcia.
Mesmo diante da possibilidade de o PL nacional costurar acordo com o MDB, o prefeito garantiu que não deixará o partido, mas avisou que manterá a posição contrária. “Não saio do partido, mas vou discordar e me posicionar. Se esse for o projeto de tentar salvar o MDB no estado de Mato Grosso, nós não estaremos nele”, completou.
Para Abilio, o caminho a ser seguido não passa por arranjos políticos tradicionais. “Ah, mas a gente precisa juntar, fazer alianças. E desde quando juntou com a Flávia [Moretti, prefeita de Várzea Grande], juntou com o Cláudio [Ferreira, prefeito de Rondonópolis], juntou comigo ou juntou com o Machnic [Sérgio, prefeito de Primavera do Leste]? Não juntamos. Nós peitamos o sistema. Fizemos um projeto junto com o povo. Não com alianças partidárias”, concluiu.
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