
O Brasil pode mais que dobrar a exportação de carne bovina para a União Europeia com a formalização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu. A consultoria Agrifatto estima que a participação brasileira nas vendas ao continente aumente de 5% para até 13%, graças à ampliação das cotas de exportação.
O tratado prevê que o Mercosul possa enviar 99 mil toneladas de carne bovina para a Europa, com tarifas reduzidas de 7,5%. Além disso, a Cota Hilton, que já permite a exportação de 10 mil toneladas com tarifas de 20%, será isenta assim que o acordo entrar em vigor. O Brasil, que atualmente atende 86% da demanda europeia pelo produto, deve manter sua posição de liderança no Mercosul, segundo a CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel.
Embora o impacto econômico seja promissor, desafios regulatórios podem limitar os ganhos. A exigência europeia de não aceitar carne proveniente de áreas desmatadas a partir de 2021 é vista como uma barreira controversa. “A Europa impõe regras que ferem nossa soberania, mas o Brasil tem condições de atender às exigências e aproveitar a oportunidade para diversificar sua pauta de exportações, reduzindo a dependência do mercado chinês”, analisou Pimentel.
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