
O promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT), recusou-se a realizar o teste do bafômetro e, segundo registro policial, teria resistido à abordagem durante uma blitz da Operação Lei Seca, na madrugada de sábado (19), em Cuiabá.
A ocorrência foi registrada por volta das 2h, na Avenida Isaac Póvoas, região central da Capital. Conforme o boletim de ocorrência nº 2026.314702, o promotor dirigia uma Fiat Toro quando teria parado o veículo no meio da via, descido e deixado o carro em frente às barreiras utilizadas na fiscalização.
Segundo o registro policial, um sargento orientou o motorista a retornar ao veículo e retirá-lo da pista, mas a determinação não teria sido atendida. Um major foi chamado para prestar apoio à equipe.
Ainda de acordo com o boletim, os policiais relataram que o promotor apresentava olhos vermelhos, forte odor de álcool e exaltação. Uma lata de cerveja também teria sido encontrada na porta do motorista.
Os militares solicitaram a chave do veículo e determinaram que o promotor acompanhasse a equipe para os procedimentos da Lei Seca. Conforme o boletim, ele teria se exaltado e se recusado a acompanhar os agentes.
O documento relata que houve “resistência ativa”, sendo necessário o uso da força para imobilizá-lo e levá-lo até o local onde eram realizados os procedimentos da operação.
Depois da imobilização, Thiago informou ser promotor de Justiça e apresentou documento comprovando sua condição funcional. Segundo o registro, após a identificação ele teria se acalmado.
Na sequência, os agentes solicitaram a realização do teste do bafômetro, mas o promotor recusou. Diante dos sinais relatados pelos policiais, foi lavrado o termo previsto na Resolução nº 432/2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O promotor não foi conduzido à delegacia. De acordo com o boletim, isso ocorreu após os policiais confirmarem sua condição de membro do Ministério Público.
Em nota, o MPE-MT informou que foi comunicado sobre a ocorrência e acompanha o caso. A instituição destacou que seus membros, assim como qualquer cidadão, respondem por suas condutas e que o registro policial, por si só, não encerra a apuração dos fatos.
Sobre a não condução à delegacia, o Ministério Público explicou que, após a identificação da condição funcional do promotor, o registro deve ser encaminhado diretamente à instituição. Segundo o MPE, esse procedimento não impede a investigação, que seguirá os trâmites previstos em lei.
O episódio será analisado individualmente pelo Ministério Público, conforme os procedimentos legais aplicáveis.
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