
Um homem residente em Nova Mutum/MT, foi condenado a dois anos, quatro meses e 22 dias de reclusão, em regime inicial aberto, além do pagamento de 24 dias-multa, pelos crimes de aquisição, posse e armazenamento de material ilegal envolvendo crianças e adolescentes, incluindo conteúdos adulterados por Inteligência Artificial (IA). A denúncia foi oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Nova Mutum.
A investigação teve origem na Operação Nacional “Terabyte”, deflagrada em 25 de setembro de 2024, coordenada pela Polícia Federal, com o objetivo de combater crimes digitais relacionados à exploração sexual de menores. As informações iniciais foram encaminhadas à Coordenação de Repressão a Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil (CCASI/CGCIBER/PF).
Com base nesses dados, a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos de Mato Grosso (DRCI-MT) instaurou inquérito e requisitou informações de operadoras de telefonia e provedores de internet para identificar os acessos e envios de arquivos ilícitos. O investigado foi localizado a partir de informações fornecidas pelas empresas e pelo Google.
Após a identificação, a Polícia Civil representou por mandado de busca e apreensão, cumprido na residência do suspeito. A Polícia Técnico-Científica (Politec-MT) analisou os materiais apreendidos e identificou 1.350 imagens ilegais, incluindo fotografias adulteradas com uso de IA.
Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, que foi decretada e cumprida em 27 de julho de 2025, com parecer favorável do Ministério Público.
A condenação reforça o combate aos crimes digitais envolvendo exploração infantil e o uso inadequado de tecnologias como a Inteligência Artificial para fins criminosos.
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