
Operação deflagrada nesta terça-feira (19) investiga uma organização criminosa que desviou mais de 700 toneladas de soja, avaliadas em R$ 1,1 milhão, de uma fazenda em Campo Novo do Parecis, Mato Grosso. A carga, que deveria ser entregue a uma empresa de alimentos, foi desviada por meio de fraudes documentais e manipulação de dados, entre os dias 2 e 9 de maio deste ano.
ntitulada Safra Oculta, a ação busca identificar os responsáveis pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa, extorsão e falsidade ideológica. Seis ordens judiciais estão sendo cumpridas, incluindo dois mandados de busca e apreensão, com foco em um classificador de grãos e um balanceiro, ex-funcionários da empresa vítima.
A operação se concentra nos municípios de Barra do Bugres e Guarantã do Norte, onde residem os principais investigados.
De acordo com as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o esquema envolveu a manipulação de placas de caminhões, ausência de emissão de notas fiscais e fraude nos documentos de transporte, o que dificultou o rastreamento da carga desviada.
Além disso, a polícia apurou a participação de funcionários do carregamento das carretas, motoristas e intermediários, que também estariam envolvidos na coação de trabalhadores e no uso de documentos falsificados.
O delegado Mário Roberto de Souza Santiago Júnior, responsável pela investigação, destacou a importância da operação para o combate ao desvio de cargas no estado. “Esta ação é crucial para desarticular organizações criminosas que causam enormes prejuízos ao setor produtivo e comprometem a segurança no transporte de cargas”, afirmou o delegado.

Com a análise do material apreendido, as autoridades esperam aprofundar as investigações e identificar novos envolvidos, reforçando as provas já colhidas no inquérito. A operação representa um passo significativo para a desarticulação desse tipo de crime no estado de Mato Grosso.
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