
O saneamento básico no Brasil é uma questão crucial para a saúde pública, o desenvolvimento social e a preservação ambiental. Esse conjunto de serviços envolve o abastecimento de água potável, a coleta e o tratamento de esgoto, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem de águas pluviais.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), muitos municípios ainda carecem de infraestrutura adequada. No caso do esgoto, por exemplo, grande parte da população brasileira não tem acesso a sistemas de coleta e tratamento adequados, o que resulta em sérios problemas de saúde, como doenças transmitidas por água contaminada.
A falta de saneamento básico gerou 344 mil internações no Brasil em 2024, sobrecarregando o SUS, conforme estudo do Instituto Trata Brasil.
Maranhão e Distrito Federal são os estados com maior incidência de internações relacionadas à falta de saneamento. Crianças e idosos são os mais afetados.
Entre as doenças causadas pela ausência de saneamento básico estão diarreia, hepatite A, dengue, malária, leptospirose e conjuntivite.
No entanto, o governo brasileiro tem se empenhado em implementar políticas públicas para melhorar o saneamento básico. O marco legal do saneamento, sancionado em 2020, estabelece metas para ampliar a cobertura dos serviços e melhorar sua qualidade até 2033. A proposta é universalizar o acesso à água potável e ao esgoto tratado para toda a população brasileira, além de garantir maior participação do setor privado na gestão dos serviços.


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