
O número de mortos no Irã em meio à guerra contra os Estados Unidos e Israel subiu para 787, segundo informou a mídia estatal iraniana nesta terça-feira (3), com base em dados do Crescente Vermelho do Irã, entidade ligada à Cruz Vermelha que atua no Oriente Médio.
O novo balanço foi divulgado no quarto dia de confrontos entre os três países e poucas horas após o início de novos bombardeios israelenses contra a capital Teerã. Por isso, há a possibilidade de que vítimas atingidas nos ataques desta terça ainda não tenham sido incluídas na contagem oficial.
Entre os 787 mortos estão 165 pessoas que morreram após um bombardeio atingir uma escola feminina. O governo iraniano realiza, nesta terça, funerais coletivos para as vítimas.
A guerra começou no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de grande escala contra alvos no Irã. Explosões foram registradas em Teerã e em diversas outras cidades do país.
Os bombardeios mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de integrantes de alto escalão das Forças Armadas e do governo iraniano.
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra o território de Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas no Oriente Médio. A troca de ataques se intensificou e, desde então, bombardeios têm sido registrados diariamente tanto em solo iraniano quanto israelense, com reflexos em outros países da região.
No domingo, o governo dos Estados Unidos informou que seis militares norte-americanos morreram desde o início da guerra. O presidente Donald Trump afirmou que o país irá retaliar.
“Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, declarou o presidente.
O Exército de Israel também passou a realizar operações militares ao longo da fronteira com o Líbano nesta terça-feira, segundo a agência internacional Reuters.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou ter autorizado o avanço de tropas para ampliar o controle em áreas estratégicas do território libanês.
De acordo com comunicado oficial, ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deram sinal verde para que as Forças de Defesa de Israel ocupem novas posições consideradas dominantes, com o objetivo de impedir disparos contra comunidades israelenses próximas à fronteira.
Uma autoridade libanesa disse à Reuters que tropas israelenses realizaram incursões em diferentes pontos da divisa. Testemunhas relataram ainda que o Exército do Líbano teria recuado de ao menos sete posições avançadas na região.
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