
A saúde pública de Campo Novo do Parecis encerrou 2025 e inicia 2026 enfrentando um cenário considerado alarmante. A falta de planejamento na execução de uma reforma no telhado do Hospital Municipal Euclides Horst resultou em um episódio grave: um aparelho de tomografia computadorizada, avaliado em mais de R$ 2 milhões, foi atingido por água da chuva e está fora de funcionamento desde o dia 29 de dezembro.
O equipamento, adquirido há cerca de três anos, realiza em média 1.000 exames por mês, atendendo pacientes do município e da região. Desde a infiltração, o tomógrafo permanece parado, aguardando manutenção técnica, o que compromete diagnósticos rápidos e sobrecarrega ainda mais o sistema de saúde local.
O que chama atenção é o fato de o telhado do hospital ter sido trocado há menos de quatro anos. Ainda assim, uma nova intervenção foi realizada justamente em período chuvoso, evidenciando falhas de planejamento e execução da obra. A entrada de água em uma área que abriga equipamento de alta complexidade reforça a percepção de improviso e ausência de critérios técnicos adequados.
A situação do tomógrafo se soma a outro problema grave: o Centro Cirúrgico do Hospital Municipal segue interditado, sem funcionamento há mais de 40 dias. Com isso, gestantes, pacientes em cirurgias de urgência e casos mais complexos estão sendo encaminhados para outros municípios, quando há disponibilidade de vagas.
Na prática, o que se observa é uma inversão da lógica do atendimento: mais Cuiabá e menos Campo Novo, realidade que se impõe à população que depende do sistema público de saúde. O cenário reforça a avaliação de que 2026 começa ainda mais difícil do que 2025, ano já marcado por falta de medicamentos, serviços interrompidos e decisões administrativas questionadas.
Em contato com secretária municipal, nos informou que a reforma do telhado é através de um contrato feito pela secretaria municipal de saúde, enquanto a situação não se resolve os pacientes aguardam.
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