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Críticas de Alcolumbre ao governo ampliam tensão às vésperas de sabatina

Alcolumbre critica demora no envio de mensagem ao Congresso sobre escolha de Jorge Messias para o STF. Ao largo da crise e com sabatina marcada, indicado busca apoio entre senadores

01/12/2025 às 07h58
Por: Redação H1MT
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Críticas de Alcolumbre ao governo ampliam tensão às vésperas de sabatina

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), subiu o tom contra o governo em meio à crise gerada pela escolha de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Nos bastidores a insatisfação do senador com o Executivo era conhecida, mas a crítica pública nesse domingo (30) escancarou a tensão.

Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha comunicado a escolha de Messias no último dia 20, até o momento não foi encaminhada mensagem ao Congresso. O gesto é visto como uma manobra do governo para evitar uma derrota no voto e protelar a análise da indicação em 10 de dezembro.

A atuação do governo desagradou Alcolumbre, que rejeita Messias e tem atuado pela rejeição do nome. Em nota enviada à imprensa no domingo (30), o senador afirmou que o Executivo parece buscar interferir indevidamente em “prerrogativa exclusiva do Senado Federal”.

“Da parte desta Presidência, absolutamente nada alheio ao processo será capaz de interferir na decisão livre, soberana e consciente do Senado sobre os caminhos a serem percorridos”, afirmou.

Alcolumbre enfatizou ainda que divergências entre os poderes não são resolvidas por “ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas”. Pouco depois, a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, rebateu a declaração e afirmou que o governo jamais consideraria “rebaixar a relação institucional com o presidente do Senado a qualquer espécie de fisiologismo ou negociações de cargos e emendas”.

“O governo repele tais insinuações, da mesma forma que fez o presidente do Senado em nota na data de hoje, por serem ofensivas à verdade, a ambas as instituições e a seus dirigentes”, escreveu a ministra no X (antigo Twitter).

O governo tenta adiar a sabatina com o objetivo de ganhar tempo para ampliar a margem de votos no Senado e evitar o desgaste que seria causado por uma derrota. A empreitada, porém, esbarra na resistência de Alcolumbre.

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