
A votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 deve ocorrer nos próximos dias na Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis. A proposta enviada pelo Executivo projeta um orçamento de R$ 430 milhões, volume que representa uma arrecadação média de R$ 1,2 milhão por dia no próximo ano — um dos maiores já registrados na história do município.
Mesmo diante dessa robusta arrecadação, a gestão municipal deverá aumentar o IPTU em 2026. O reajuste está sendo visto por parte da população como injustificável, especialmente em um cenário em que serviços essenciais ainda apresentam falhas.
Um dos pontos mais citados é a falta recorrente de medicamentos nos postos de saúde, problema que se arrasta há meses e afeta diretamente milhares de moradores, além do abandono de ruas repletas de buracos. Para críticos da administração, a prioridade deveria ser garantir o básico à população antes de propor novos aumentos de impostos.
Além disso, a prefeitura segue ampliando gastos com a máquina pública. O crescimento no número de cargos comissionados e a concessão de verbas indenizatórias em 2025, que elevam os salários de secretários municipais têm alimentado o debate sobre o uso dos recursos públicos. E enquanto a estrutura administrativa cresce, a qualidade dos serviços não acompanha o aumento da despesa.
A Câmara Municipal deve iniciar a discussão final da LOA nos próximos dias, e vereadores já indicaram que pretendem realizar questionamentos sobre a necessidade do aumento do IPTU e a aplicação dos recursos. A expectativa é de sessões movimentadas e grande presença de moradores interessados em acompanhar o debate sobre o orçamento e as prioridades da gestão para 2026.
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