
O ex-policial militar, Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos, preso acusado de matar a advogada Cristiane Castrillon, de 48 anos, foi condenado nesta quinta-feira (25), a 37 anos de prisão, em regime fechado, além do pagamento de 20 dias-multa.
Ele foi condenado pelos crimes de estupro e feminicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e fraude processual.
onforme sentença, ele foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e fraude processual, mas foi absolvido da acusação de ocultar o corpo da vítima.
A juíza ainda determinou que ele permaneça preso e não poderá recorrer em liberdade.
O julgamento, conduzido pela juíza da 1ª Vara Criminal, Mônica Catarina Perri Siqueira, se iniciou às 9h, com as oitivas das testemunhas. Das sete testemunhas listadas, a testemunha da defesa e dois investigadores de polícia foram dispensados.
No período da manhã, foram ouvidos o delegado responsável pelas investigações, a perita criminal e duas testemunhas.
Por volta das 16h, a acusação já havia utilizado todo seu tempo disponível para apresentar seus argumentos, e se iniciou a arguição da defesa. Cerca de 1h30 depois, o Ministério Público retornou à tribuna para apresentar a réplica, manifestando-se sobre os argumentos expostos pela defesa. Na sequência, a defesa usou o direito à tréplica.
Às 19h foram encerradas as manifestações orais, com a apresentação da réplica pelo Ministério Público e o subsequente requerimento de tréplica pela defesa; os autos foram submetidos à votação pelo Conselho de Sentença.
Foi apenas às 20h que a juíza apresentou a decisão, condenando o réu a 37 anos de prisão (36 anos de reclusão e 1 ano de detenção), em regime fechado.
A vítima foi encontrada morta em um carro no Parque das Águas, em Cuiabá, no final da tarde do dia 13 de agosto de 2023.
As investigações iniciaram por volta das 15h, após a equipe da DHPP ser acionada para realizar a liberação do corpo, que foi encontrado pelo irmão da vítima, sendo encaminhado, já sem vida, a um hospital de capital.
Segundo as investigações, Cristiane passou a tarde de sábado em um churrasco com a família e amigos, e por volta das 22h foi de carro até um bar nas proximidades da Arena Pantanal.
No local, a vítima conheceu um homem com quem teria deixado o bar por volta das 23h30.
Após o fato, os familiares não conseguiram mais contato com a vítima, que também não dormiu em casa. Preocupado com o desaparecimento, o irmão dela acessou um aplicativo que indicou que o celular estaria no Parque das Águas.
No local, o corpo da vítima foi encontrado dentro do veículo, já sem sinais vitais, sendo encaminhado ao hospital.
Com base nas informações, os policiais da DHPP deram início às diligências, chegando até o último local em que a vítima esteve antes da morte, em uma casa no bairro Santa Amália.
Por meio de imagens de câmeras de segurança, foi possível ver o veículo da vítima saindo do endereço, na parte da manhã, com o suspeito na direção.
Em nota, familiares de Cristiane informaram que acompanharam o processo e acredita que a condenação foi um passo importante para encerrar um ciclo de dor, agradecendo o trabalho das autoridades.
A família de Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni informa que acompanhou, com serenidade, todo o desenrolar do caso até a realização do julgamento ocorrido hoje, relativo ao crime que vitimou Cristiane em 2023.
Confiamos no trabalho da Justiça e entendemos que este é um passo importante para encerrar um ciclo de dor, preservando a memória de Cristiane como mulher, amiga, mãe, filha, irmã e profissional exemplar. Sua vida será sempre lembrada por todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la.
Agradecemos às autoridades, à imprensa e a todos que, de diferentes formas, têm dado apoio e conforto ao longo desse período.
Fonte Primeira Página
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