
A autoproclamada Primeira-Dama do Brasil, Janja (sim, até o Word se recusa a reconhecer esse nome), resolveu surpreender no 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios. Desta vez, deixou o vermelho de lado e apostou no branco e no amarelo, num look carregado de simbolismo. Curioso é que, no primeiro Dia da Independência do governo Lula 3, em 2023, ela surgiu vestida de vermelho vivo, cor histórica do PT e quase uniforme partidário.
A troca cromática não foi um simples capricho de moda. Coincide justamente com a adoção do lema “Brasil Soberano”, em meio às discussões sobre suposta interferência dos Estados Unidos no cenário político brasileiro. O detalhe não passou despercebido. Para alguns no Planalto, a ausência do vermelho reforça a ideia de um evento “menos partidarizado”. Para outros, soa como um esforço de maquiagem política: afinal, se a cor rubra lembra sangue e socialismo (foi de bom tom associar a cor de sangue ao socialismo?), o branco e o amarelo tentam vender esperança e pacificação.
Mas, claro, não faltaram piadinhas nos bastidores. Há quem diga que, após as pressões e sanções vindas dos EUA, o casal “amarelou” - e não foi apenas no figurino. Oficialmente, a narrativa é de equilíbrio e serenidade; na prática, o que se vê é contenção.
Vale lembrar que ficaram no passado os dias em que Janja rendia manchetes por mandar Elon Musk para aquele lugar anatômico menos favorecido, meio rugoso. Agora, a primeira-dama parece mais silenciosa, menos performática. Coincidência? Talvez. Estratégia? Provavelmente.
O fato é que, em Brasília, até a cor do vestido pode virar ato político. E, nesse tabuleiro, Janja trocou o vermelho da militância pelo amarelo da prudência — mas se isso é sinal de maturidade ou de “medo de retaliação”, deixo para vocês refletirem.
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