
O policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de envolvimento na morte do advogado Renato Nery, se entregou à Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (7). Ele era considerado foragido há mais de 24 horas, desde quando foi deflagrada a Operação Office Crime.
A operação cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão contra os envolvidos na morte do advogado, que era ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso (OAB-MT) e foi assassinado em julho do ano passado, em Cuiabá.
O PM prestou depoimento, ainda na tarde desta sexta, na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Com a prisão de Heron, todos os alvos da Operação Office Crime foram presos. Junto dele, também estão detidos os policiais Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e um outro PM que ainda não teve o nome revelado. Além deles, o caseiro Alex Roberto de Queiroz, que prestava serviço para Heron e é acusado de ser o autor dos disparos que tiraram a vida de Renato Nery, também está preso.
Antes do assassinato do advogado, Heron já havia sido alvo de outras duas operações. A primeira foi a Operação Simulacrum, deflagrada pela Polícia Civil em 2022, quando o PM foi acusado de integrar um grupo de extermínio conhecido como “Mercenários”. Já a segunda foi a Operação Camada, ocorrida em 2023, em que a Polícia Federal revelou um esquema interestadual de tráfico de drogas.
Crime
Renato Nery foi morto com pelo menos sete tiros no dia 5 de julho de 2024, quando chegava para trabalhar em seu escritório de advocacia, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Nery chegou a ser levado ao hospital e passou por uma cirurgia de emergência, mas morreu na madrugada do dia seguinte.
Menos de 20 dias antes do assassinato, o advogado havia denunciado um “escritório do crime” à OAB de Mato Grosso, contra um colega envolvido em uma ação por disputa de terras.
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