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Mãe, filho e cunhado vão a júri por assassinatos; desavença por aluguel

Mãe, filho e cunhado invadiram a casa de “Polaco”, onde acontecia um almoço de aniversário. Inês Gemilaki atirou contra várias vítimas e conseguiu matar duas.

13/01/2025 às 20h16
Por: Redação H1MT
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Mãe, filho e cunhado vão a júri por assassinatos; desavença por aluguel

Na decisão em que pronunciou Inês Gemilaki, Bruno Gemilaki Dal Poz (filho dela) e Edson Gonçalves Rodrigues (cunhado dela) pelo duplo homicídio de Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo em abril de 2024, o juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, citou a motivação fútil do crime (uma dívida por aluguel) e que as vítimas foram pegas de surpresa, sem possibilidade de defesa. O trio será julgado pelo Tribunal do Júri.

A decisão foi proferida na sexta-feira (10). O magistrado pontuou que o Ministério Público, em suas alegações finais, pediu a pronúncia de Inês, Bruno e Edson pelos dois homicídios, com as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo fútil.

A defesa de Bruno pediu o afastamento da qualificadora de motivo fútil argumentando que o crime decorreu de um contexto de animosidade e ameaças feitas por cobradores armados que teriam sido contratados pela vítima “Polaco”, que alugou um imóvel para Inês e depois quis ressarcimento por danos. Bruno ainda destacou que a Justiça declarou inexistente a dívida que Inês teria com “Polaco”.

Alegou também que o valor de R$ 2 milhões, que o Ministério Público pediu como reparação às vítimas sobreviventes e familiares dos falecidos, é desproporcional. A defesa de Edson pediu a impronúncia dele, por falta de provas.

á Inês alegou que não estava em plena capacidade de autodeterminação no momento do crime, sendo que ao atirar em Rui acreditou que, na realidade, estava atirando em “Polaco”. Com relação a Pilson, ela disse que não mirou nele e que possivelmente foi atingido quando ela efetuou uma série de disparos para entrar no local.

“Analisado o quadro probatório apurado, constata-se que a materialidade e a autoria foram suficientemente esclarecidas para este momento processual pelos depoimentos testemunhais, vídeo e prova pericial”.

Ao analisar o caso o magistrado considerou que as qualificadoras descritas na denúncia não se mostram incompatíveis com a dinâmica dos fatos, devendo o Conselho de Sentença acolhê-las ou não. Com isso ele pronunciou Inês, Bruno e Edson para que sejam julgados pelo Tribunal do Júri.

“As vítimas foram surpreendidas pelos disparos, sem possibilidade de reação defensiva. (...) O motivo do crime, considerado fútil, está demonstrado nos autos, sendo relacionado a uma dívida de aluguel e danos à propriedade que Inês Gemilaki possuía em relação à vítima [Polaco]. A reação desproporcional dos acusados, que resultou nos homicídios e nas tentativas, foi impulsionada por essa motivação, evidenciando sua natureza injustificada”, disse o juiz.

O caso
Mãe, filho e cunhado invadiram a casa de “Polaco”, onde acontecia um almoço de aniversário. Inês Gemilaki atirou contra várias vítimas e conseguiu matar duas.

Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo morreram no local. Um padre foi ferido, passou por cirurgia e passa bem. A vítima principal com quem a família tinha desavenças, “Polaco”, não foi atingido. Ele teve lesões por conta dos estilhaços de vidro.

Inês e “Polaco” já tinham um desentendimento. À polícia, a cunhada disse que o homem havia reclamado com Inês quando ela alugava a casa dele, sobre as condições da piscina. Nisso a mulher descobriu que o homem estava vendo as imagens das câmeras de segurança e ela resolveu desligar as câmeras, já que tinha o costume de andar só de calcinha e sutiã. Ela temia que ele já tivesse a visto nua.

O homem então pediu a casa de volta e se iniciou uma briga judicial por cobrança de possíveis prejuízos. O dono da casa perdeu o processo, mas não teria gostado da situação e daí se iniciaram as brigas e ameaças.

A cunhada ainda disse que no sábado (20) Márcio havia ido à casa dela e de seu marido Edson, e disse para não irem mais à residência dele, pois na tarde daquele dia 6 homens teriam ido lá atrás de Inês, dizendo que queriam matá-la. Márcio conversou com estes suspeitos e nada aconteceu.

Investigações mostraram que Inês vinha recebendo cobranças e ameaças e no dia do crime ela teria recebido uma ligação, enquanto estava em uma festa na casa de seu cunhado Edson. Depois do telefonema ela teria mudado seu comportamento e pouco tempo depois chamou Bruno e Edson para ir comprar mais cerveja. Foi neste momento que foram à casa de “Polaco” e cometeram o crime.

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