O Partido Liberal (PL) intensificou as articulações para as eleições das presidências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, previstas para fevereiro de 2027. A legenda trabalha para oficializar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato ao comando do Senado, enquanto mantém indefinida sua posição sobre a disputa na Câmara.
O anúncio da candidatura de Marinho poderá ocorrer nesta quarta-feira (4), após uma reunião com senadores do partido, em Brasília.
A decisão foi discutida na noite de terça-feira (3), durante encontro de lideranças do PL com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Rogério Marinho deve enfrentar Davi Alcolumbre
O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026, é o nome escolhido pelas lideranças do PL para disputar a presidência do Senado.
A intenção é construir uma candidatura de oposição ao atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que a legenda pretende reunir apoio de outras siglas para fortalecer a candidatura.
As articulações também envolvem a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que mantém interesse na disputa. Integrantes da oposição discutem a possibilidade de uma composição para evitar a divisão de votos.
PL terá a maior bancada do Senado
O Partido Liberal chegará à próxima legislatura com 28 senadores, tornando-se a maior bancada partidária da Casa.
Apesar do crescimento, a eleição para a presidência do Senado depende do apoio da maioria dos 81 parlamentares, o que exige negociações com outras legendas.
A disputa também envolve divergências sobre a relação entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Parlamentares da oposição defendem mudanças na condução de pedidos de impeachment de ministros do Supremo, enquanto Alcolumbre mantém articulações com partidos de centro e da base governista.
Câmara dos Deputados divide opiniões dentro do PL
Na Câmara, o cenário é diferente. O partido ainda não decidiu se apoiará a reeleição do atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), ou se apresentará um candidato próprio.
Uma ala da legenda defende um acordo com Motta para garantir participação na Mesa Diretora e no comando de comissões estratégicas.
Outro grupo, que inclui o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), defende uma candidatura própria, argumentando que o partido deve manter sua identidade política e independência.
Entre os nomes mencionados nas discussões estão Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Altineu Côrtes (PL-RJ) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP).
Decisão fica para 11 de novembro
A definição sobre a presidência da Câmara foi adiada para a próxima quarta-feira, 11 de novembro, quando a direção partidária deverá se reunir com os deputados eleitos em outubro.
O PL terá 121 deputados federais na legislatura que começa em 2027, formando também a maior bancada partidária da Câmara.
O tamanho da representação amplia o peso da legenda nas negociações sobre a composição da Mesa Diretora e a distribuição das presidências das comissões permanentes.
Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, o partido poderá ter direito ao comando de sete comissões, dependendo da formação dos blocos parlamentares.
Disputa definirá os rumos do Congresso em 2027
As eleições para as presidências da Câmara e do Senado ocorrerão em fevereiro de 2027 e serão decisivas para a organização dos trabalhos legislativos.
Os presidentes das duas Casas possuem atribuições importantes na definição das pautas, na condução das votações e nas negociações entre o Congresso e o governo federal.
Com a maior bancada nas duas Casas, o PL busca definir sua estratégia de atuação no novo Congresso, enquanto partidos governistas e de oposição articulam alianças para a eleição das Mesas Diretoras.