Política ELEIÇÕES 2026
Nunes Marques afirma que sistemas eleitorais estão “blindados” para o segundo turno das eleições
Presidente do TSE garante que programas utilizados na transmissão e totalização dos votos passaram por verificações de segurança e não sofreram alterações desde a lacração oficial.
24/10/2026 15h56
Por: Redação H1MT
Reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (24) que os sistemas eleitorais estão preparados e protegidos contra interferências indevidas para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25).

A declaração ocorreu durante a Cerimônia de Verificação da Integridade e Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, realizada na sede do TSE, em Brasília. O procedimento integra as etapas de fiscalização destinadas a garantir a segurança e a transparência da apuração dos votos.

Segundo Nunes Marques, a análise técnica confirmou que os programas instalados no Tribunal são os mesmos que foram anteriormente auditados, assinados digitalmente e lacrados pelas autoridades eleitorais.

Durante a cerimônia, o ministro destacou que os sistemas estão “prontos, autênticos e blindados contra qualquer ingerência indevida”. Ele também assegurou que nenhuma linha de programação foi modificada, excluída ou acrescentada desde a lacração dos arquivos.

A verificação envolveu sistemas responsáveis pela transmissão, recebimento e totalização dos resultados eleitorais, incluindo o Transportador Web, o Receptor de Arquivos de Urna, o Informação de Arquivos de Urna e o Sistema de Gerenciamento da Totalização.

Para comprovar a autenticidade dos programas, técnicos utilizaram assinaturas digitais e resumos criptográficos, conhecidos como hashes, que permitem identificar eventuais modificações nos arquivos.

O presidente do TSE ressaltou que o processo de fiscalização começou em outubro de 2025, quando os códigos-fonte foram disponibilizados para análise de partidos políticos, instituições fiscalizadoras e órgãos de controle.

Os sistemas utilizados nas eleições de 2026 foram oficialmente assinados e lacrados em setembro, com a participação de representantes do TSE, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

Durante a solenidade deste sábado, também foi emitida a chamada zerésima da totalização, documento que comprova que não existem votos previamente computados no sistema de apuração.

Nunes Marques afirmou ainda que a participação de diferentes instituições nos procedimentos de auditoria contribui para fortalecer a confiança da população na Justiça Eleitoral.

A fiscalização continuará neste domingo (25), durante a votação, com a realização de testes de integridade das urnas eletrônicas e de autenticidade dos sistemas, procedimentos públicos destinados a verificar o funcionamento dos equipamentos e a correspondência dos programas com as versões oficiais.

O segundo turno das eleições presidenciais será disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A votação definirá o presidente da República para o mandato de 2027 a 2030.