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PGR contraria Moraes e rejeita pedido de investigação contra André Mendonça nos casos Master e INSS
Procurador-geral Paulo Gonet afirma que não há elementos suficientes para investigar ministro do STF por abuso de autoridade; decisão final caberá ao Supremo Tribunal Federal.
19/10/2026 20h20
Por: Redação H1MT

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar o também ministro André Mendonça por supostas irregularidades relacionadas à condução dos processos envolvendo o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O posicionamento foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar a abertura de uma investigação criminal contra Mendonça.

O pedido formulado por Moraes questiona aspectos da atuação de André Mendonça nos procedimentos relacionados aos dois casos, que ganharam repercussão nacional em razão da gravidade das denúncias e do envolvimento de instituições públicas e financeiras.

Ao analisar a documentação, a PGR entendeu que não existem, neste momento, fundamentos jurídicos suficientes para caracterizar eventual prática de abuso de autoridade por parte do ministro.

O parecer também ressalta que divergências sobre a condução de investigações e decisões judiciais não representam, necessariamente, a ocorrência de irregularidades ou crimes.

A manifestação da Procuradoria-Geral da República representa um novo capítulo nas discussões internas do Supremo Tribunal Federal, especialmente em um momento de intensa atenção pública sobre as investigações envolvendo o Banco Master e o esquema de descontos fraudulentos em benefícios previdenciários.

Apesar do posicionamento contrário da PGR, o caso ainda poderá ser submetido à análise do próprio Supremo, responsável por avaliar os encaminhamentos jurídicos cabíveis.

A decisão também evidencia a importância dos mecanismos institucionais de controle e da observância das garantias legais, inclusive quando os questionamentos envolvem integrantes da mais alta Corte do país.

Os desdobramentos deverão continuar mobilizando o meio jurídico e político em Brasília, diante da repercussão dos casos e da necessidade de esclarecimento dos fatos investigados.