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Polícia Civil desarticula central de golpes pelo WhatsApp e prende cinco suspeitos em Várzea Grande
Operação Persona Sintética cumpriu 15 ordens judiciais contra grupo investigado por utilizar fotos de familiares e documentos falsos para aplicar golpes financeiros em Mato Grosso.
16/10/2026 07h38
Por: Redação H1MT
Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Persona Sintética, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de atuar em fraudes digitais e golpes financeiros por meio do WhatsApp. A ação ocorreu em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e resultou na prisão de cinco pessoas.

Ao todo, foram cumpridas 15 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão e cinco determinações de afastamento de sigilo telemático.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá, após investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

Golpistas utilizavam fotos de familiares para pedir dinheiro

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em 2023, após uma tentativa de estelionato eletrônico envolvendo o aplicativo WhatsApp.

Na ocasião, os criminosos utilizaram indevidamente fotografias de familiares de uma vítima para criar uma falsa identidade e solicitar transferências de dinheiro por meio do Pix.

A estratégia consistia em fazer a vítima acreditar que estava conversando com uma pessoa conhecida, explorando a relação de confiança para tentar obter vantagens financeiras.

Apesar da tentativa, nenhum valor chegou a ser transferido, e o episódio foi registrado como tentativa de estelionato.

Documentos falsos ajudaram a identificar o esquema

Durante a primeira fase das investigações, os policiais conseguiram identificar um dos suspeitos envolvidos na tentativa de golpe.

Em setembro de 2025, o investigado foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Na ocasião, os agentes encontraram aparelhos celulares e documentos de identidade falsificados em nome de diferentes cidadãos de Mato Grosso.

A apreensão levantou suspeitas de que o investigado não agia sozinho, mas integrava uma estrutura organizada para a prática de crimes digitais.

A partir da análise dos materiais recolhidos e de novas diligências, os investigadores identificaram outros possíveis integrantes do grupo e suas respectivas funções no esquema.

Cinco suspeitos são presos durante operação

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou novas medidas judiciais para aprofundar a apuração e interromper as atividades do grupo.

A operação desta sexta-feira teve como alvo cinco investigados, que foram presos preventivamente em Várzea Grande.

Além das prisões, os policiais realizaram buscas para recolher equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos crimes.

Investigados poderão responder por diferentes crimes

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos são investigados pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude eletrônica.

Alguns dos envolvidos também poderão responder por tráfico de drogas, conforme os elementos identificados durante a investigação.

Com o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil dará continuidade à análise dos materiais apreendidos e aos interrogatórios dos investigados.

O objetivo é esclarecer a extensão das atividades do grupo, identificar possíveis outras vítimas e concluir o procedimento investigativo.

As suspeitas ainda serão submetidas à análise da Justiça, respeitando o direito de defesa dos envolvidos.