Política VAI APOSENTAR
Após derrota nas urnas, Júlio Campos sinaliza aposentadoria da política aos 79 anos
Deputado estadual ficou na primeira suplência após receber 18.517 votos e admite que trajetória de mais de cinco décadas na vida pública pode estar chegando ao fim
07/10/2026 17h28
Por: Redação H1MT
Reprodução

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), de 79 anos, sinalizou que pode encerrar sua trajetória política após não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026.

Com 18.517 votos, Júlio ficou na primeira suplência e não garantiu uma das 24 cadeiras do Legislativo estadual. Após o resultado, o parlamentar afirmou que a idade é um dos fatores que pesam na decisão de deixar as disputas eleitorais.

“A própria idade recomenda. Já fui tudo, né? Já tinha pensado nisso”, declarou o deputado.

Júlio Campos revelou que a possibilidade de encerrar a carreira política já vinha sendo considerada antes mesmo das eleições deste ano. Segundo ele, inicialmente não pretendia disputar novamente um cargo eletivo.

A decisão de concorrer teria ocorrido após os desdobramentos da convenção partidária do União Brasil, quando o grupo político ligado aos irmãos Campos não conseguiu viabilizar a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.

Júlio afirmou que voltou à disputa para manter a presença política do grupo nas eleições.

Mais de cinco décadas na política

A trajetória de Júlio Campos na vida pública começou na década de 1970. Ele foi prefeito de Várzea Grande entre 1973 e 1977 e, posteriormente, ocupou alguns dos principais cargos eletivos de Mato Grosso.

Ao longo da carreira, foi governador de Mato Grosso, deputado federal, deputado federal constituinte e senador da República.

Em 2010, voltou à Câmara dos Deputados e, nas eleições de 2022, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Agora, após mais de 50 anos de atuação política e a derrota nas eleições de 2026, Júlio admite que o atual mandato pode representar o encerramento de sua trajetória nas urnas.

Apesar da sinalização de aposentadoria, o parlamentar não confirmou de forma definitiva que deixará a política. Ao comentar o futuro, afirmou que “o futuro a Deus pertence”.