O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou nesta quarta-feira (7) que uma das principais estratégias da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado para o segundo turno da eleição presidencial será tentar reduzir a abstenção registrada na primeira etapa da disputa.
Segundo Russi, quase 600 mil eleitores mato-grossenses não compareceram às urnas no primeiro turno. Para o parlamentar, mobilizar parte desse eleitorado pode ampliar significativamente a votação do candidato do PL no Estado.
A declaração foi feita durante um evento de apoio a Flávio Bolsonaro realizado em Cuiabá, que reuniu parlamentares e lideranças políticas.
Max estima que uma parcela expressiva dos eleitores que não votaram no primeiro turno poderia optar pelo candidato do PL caso compareça às urnas.
“Tivemos uma abstenção de quase 600 mil votos. Esses 600 mil votos, fazendo uma conta simples, se 65% for do Flávio Bolsonaro, ele ganha aí mais 15% de vantagem, 30% de vantagem, dá mais 300 mil votos”, declarou.
A estimativa apresentada pelo presidente da Assembleia é uma projeção política e depende tanto do comparecimento desses eleitores quanto da escolha de voto de cada um.
De acordo com Max Russi, deputados estaduais deverão intensificar a atuação em suas respectivas bases eleitorais durante as próximas semanas. Prefeitos e outras lideranças municipais também devem participar da mobilização.
O parlamentar acredita que mais de 130 prefeitos podem se envolver na campanha em Mato Grosso.
“A mobilização é muito grande. A grande maioria da Assembleia, Governo do Estado... O Chico falou de 130, mas eu acho que vai ter mais do que isso de prefeitos, mais do que isso de lideranças”, afirmou.
Max reconheceu, porém, que aumentar ainda mais a votação de Flávio Bolsonaro no Estado será um desafio, considerando o desempenho obtido pelo candidato no primeiro turno.
Segundo ele, conquistar novos votos e, principalmente, estimular quem não compareceu às urnas serão pontos centrais da estratégia.
“Não vai ser fácil. Subir 10% do voto vai dar quase 200 mil votos, 150, 180 [mil]. Isso pode ser uma diferença em uma eleição disputada como essa, e principalmente motivar o pessoal a ir votar”, disse.
A movimentação ocorre após Max Russi reunir deputados estaduais e apresentar uma carta de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
O documento reúne parlamentares em uma iniciativa suprapartidária e defende, entre outros pontos, liberdade econômica, segurança jurídica, proteção à propriedade rural e reforço das políticas de segurança pública.
Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação está marcada para 25 de outubro.